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Deciphering Psychopathologies Maria Homem

Deciphering Psychopathologies Maria Homem

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Decifrando as Psicopatologias, Maria Homem

Olá seja muito bem-vinda e muito bem-vindo você que está chegando para iniciar a semana da clínica na prática transtornos mentais essa jornada de três aulas online gratuitas onde a gente vai conversar sobre algumas psicopatologias ou formas de sofrimento e os desafios de compreender a mente humana.

Principalmente quando o assunto é transtorno mental o universo aliás que foi dos mais pedidos para a gente abordar aqui nas redes e na plataforma MH se você trabalha com psicanálise deseja aprofundar o seu conhecimento e aprender como aplicar na prática os
desafios das estruturas clínicas. É aqui mesmo que a gente vai desenvolver daquilo que o século XIX começou a nomear de psicopatologias se você tem interesse em compreender o que o século 21 chama de mentais e consegui identificar os em sua rotina na família no trabalho na sociedade se esse é o caso essa semana é feita para você e junto a gente vai trocar experiência e partir da minha metodologia sobre temas atuais
intensificados pelo Século 21.

Percurso Pessoal

Mas antes de dar início gostaria de me apresentar caso você seja novo por aqui sou psicanalista muitos anos décadas talvez a gente possa dizer qual que é o meu percurso vocês vão ver que esse termo percurso montar uma história ele é importante para a gente
fazer a clínica né ela tem a ver com essa narrativa então eu vou começar eu mesma eu fiz a formação em psicologia na USP terminei e logo no mesmo ano prestei e fiz um comecei a fazer Filosofia na mesma E aí parei para fazer a formação em psicanálise na França em Paris na universidade de Paris 8 e onde tem várias instituições lacranianas né Freud Lacan esse universo o gatilho para ir para França foi ir na clínica laborde que era uma clínica de ponta onde ficava o Ri e o Guatarri i que depois escreveu vários livros e que repensavam as
psicopatologias justamente já é uma Hospital Psiquiátrico que não é bem um hospital clássico é um lugar onde as pessoas ficavam trabalhavam com ateliês, fotografia, Tapeçaria, teatro enfim foi muito rico. E a partir daí foi conhecendo pessoas e fazendo um projeto de Mestrado para Paris e as instituições e toda a formação em psicanálise.

Aí eu voltei fiz o faculdade filosofia letras e ciências humanas numa linha de pesquisa que eu trabalho até hoje inclusive que a Literatura e psicanálise na verdade subjetividade cultura estudos culturais cinema literatura arte e movimentos de subjetividade na assim nos vetores mais importantes essa linha Literatura e psicanálise de certa forma é um fio que vem vindo até hoje né também sou ligada a vida acadêmica mestrado doutorado e da aula na fap várias outras um grupo de pesquisa na USP que é o diversas e vocês sabem inclusive que esse curso tá sendo gravado porque eu tô aqui em Harvard agora como vizer em processo tô fazendo uns meses e vou trabalhar daqui e daí então a linha acadêmica digamos mais estrita continua nessa linha subjetividade Cultura né sujeito contemporâneo e os vetores socioculturais principais que fazem essa subjetividade vibrar de um certo jeito específico e também é para além da linha acadêmica mais escrito senso também casa do Saber mesa enfim fronteiras do pensamento e várias outras instituições núcleos de pensamento né de pesquisa.

Eu tô hoje num lugar que eu diria que tem a ver com um debate acompanhar o debate público debater o que que é o mundo que quer a vida como é que a gente se transtorna ou não como é que a gente se constitui e reage e age em relação ao Mundo ao outro né Então aí tem alguns Pilares atuais do meu trabalho como a coluna na folha como o mundo editorial escrever livros é o lupa da Alma o livro sobre feminino com contar do calligarres o universo nas redes sociais e aqui né o canal a plataforma MH enfim como é que como é que a gente vai subjetivando o mundo a realidade os vetores e como é que se faz uma inserção no debate público e como a gente pode levar esse conhecimento para esse espaço público e também no fundo é um grande projeto de consciência né nossa minha sua de vocês de uma ampla conscientização enfim esse debate num espaço público ele vai se ancorar no universo que também é das instituições privadas das instituições públicas de uma de uma linha acadêmica estrita de uma linha que é de trazer conhecimento aqui Pelas nossas plataformas

Então como eu falei esse minicurso ele é gravado mas a gente vai ter novidade ao longo da
semana da clínica na prática você vai ver transtornos mentais tem ganhado um espaço gigante para o debate em todo lugar Especialmente na clínica esse minicurso nasceu com a intenção de compartilhar uma metodologia uma leitura uma forma de ver o mundo a partir do meu ponto de vista com você para a gente aplicar na prática os conhecimentos sobre transtornos mentais seja na clínica ou na vida pessoal para a gente compreender a mente humana e principalmente para manter relacionamentos não tão explosivos ou usaríamos dizer saudáveis ou menos transtornados né ao longo de três aulas a gente vai junto decifrar algumas das principais psicopatologias ou formas de Sofrimento que atingem o século 21 na aula 1 decifrando as estruturas clínicas a gente vai brevemente entender o que são essas estruturas clínicas esses campos psicopatológicos e como identificar isso na aula 2 que chama casos clínicos na prática eu compartilho com você uma metodologia Clínica um olhar eu falo como eu Maria homem lido com alguns desses transtornos mentais ou essas formas de sofrimento na prática clínica na aula 3 desvendando o mapa da clínica Você vai ser capaz de entender como esses funcionamentos da mente humana conseguem iluminar o comportamento do indivíduo e das relações e mesmo das instituições E aí a gente vai conseguir construir um mapa que joga alguma luz nesse caminho um caminho que a gente preparou aqui com muito cuidado para você.

Programa

Nessa aula eu vou compartilhar com você a importância do conhecimento sobre as psicopatologias ou essas formas de sofrimento contemporâneo como é possível identifica-las e compreendê-las no dia a dia seja na rotina pessoal convivendo em família com os amigos com os grupos sociais como entender e analisar esses transtornos mentais a fim de aplicar esses conceitos na clínica e o que mudou quando o assunto é transtorno mental se a gente avaliar o século 19 20 e 21 é possível decifrar o comportamento humano para uma vida e relações mais saudáveis menos enlouquecidas o que é psicanálise pode nos dizer e atualizar nosso conhecimento sobre as psicopatologias após essa aula você vai ser capaz de compreender algumas das principais formas de Sofrimento que se intensificaram ao longo do século 21 e
saber como lidar com esses transtornos no dia a dia clínico e também pessoal é uma forma de você se aprofundar no assunto e buscar maiores conhecimentos que ajudem na compreensão da mente humana e os seus desafios tudo isso através de um olhar que a gente sempre desenvolve aqui nas nossas plataformas MH que tem uma como a gente falou lá na apresentação né essa conexão entre sujeito e cultura subjetividade e os vetores principais que nos constituem isso é quando a gente leva encontro o sujeito individual inserido numa teia de relações de vetores de Sofrimentos contemporâneos.

Estrutura do Curso

A partir desse olhar e desses anos de experiência técnica e acadêmica eu compartilho hoje com vocês esse conteúdo a fim de ajudar a gente nas relações humanas na prática Clínica é esse esse curso como a gente colocou aqui ele vem muito a partir das questões não só o tema de discutir Clínica e transtornos mentais mas houve algumas perguntas que eu acho que vale a
pena a gente situar aqui porque elas são fundamentais A primeira é como se formam os transtornos o que causa isso Como assim comecei a ter crise de ansiedade transtorno alimentar síndrome do pânico bipolaridade enfim outra pergunta importante essa aqui a partir de quais relações a partir do que né não é bem uma pergunta com a causa mas a partir de
quais momentos quais os gatilhos para erupção desses transtornos o que que faz aquilo declanchar aquilo começar é uma crise no amor é uma crise no trabalho é qualquer tipo de crise é uma frustração é um luto É o afeto é o medo é o ódio o que que é e um terceiro e último bloco é o seguinte como identificar no cotidiano no batidão da vida um tipo de estrutura Clínica esses sintomas como é que no Caldeirão das nossas relações e né esse meu chefe essa minha mãe esse é meu filho o meu analisante como é que eu consigo capturar o que tá acontecendo aqui como é que eu falo Ah tá tem alguma coisa que estaria ligada a essa forma de se transbordar né Então essas três perguntas são muito importantes para a gente aqui e aí a gente vai fazer isso ao mesmo tempo que a gente vai também analisar um pouco né é uma palhinha hoje que a nossa primeira aula nessa semana de uma prática clínica então a gente vai
também abordar algumas dessas estruturas clínicas.

Esquizofrenia

O que vocês também mais pediram mas perguntaram sobre isso que são enigmáticas esquizofrenia tem essa essa foi vamos dizer top One né É o que mais se pergunta o que mais se quer saber junto com outros tipos de sintomas de sofrimento e gatilhos que que é esquise pesquise é quebra né cisão é uma divisão do eu da subjetividade né e dessa Instância muito importante para ordenar a vida para fazer a mediação entre essa subjetividade o mundo que é o eu no esquema afrodiano Você lembra tinha um desenho que ele colocava-se né esse eu aqui ele tá né .Música. ser que somos nós você tem um aparato que faz relação com o outro com o mundo com o fora e é como se a estrutura das 15 ela tivesse ainda não integrada nesse eu nesse eu não tá uma Instância que assumiu e determinados traços identificatórios e se relaciona com o outro por exemplo vamos por a massa aqui dessa clínica então eu tô aqui falando com vocês né E para isso a gente tem essa câmera tô olhando aqui para essa câmera e ao mesmo tempo vocês sabem que aqui nessa outra sala tem uma outra uma outra conexão com uma câmera que por sua vez faz uma relação e tá ligada com uma central da Nasa que tá me observando aqui que por sua vez tem uma ponte em Marte e tem todo uma rede que faz uma conexão de várias partes da minha mente que na verdade a gente tem né lobo frontal parietal e eu sei que a minha mente foi fatiado tá sendo observada e cada pedacinho dela tá numa Central E aí se conecta Por essa grande rede ou seja que que a gente está falando aqui a gente tá dizendo que esta estruturação subjetiva ela não fez ainda ou não fez nunca ou não fará ou tem alguma grande angústia na hora de você se estruturar como aquele que diz eu
estou aqui neste corpo eu tô eu ele tá ancorado ele achou uma uma materialidade tranquila uma psique um corpo e uma alma como diria um nicode né esse somático e psíquico essa psique soma psicossoma é um ser que é matéria é Espírito é o que a gente é né E que tá ancorado nessa vivência e não ele tá acendido tá espalhado um outro exemplo é quando alguém por exemplo a gente está na câmera É como se você tivesse agora ouvindo eu falar ou como se fosse um eu tô falando para né tô gravando um curso e é para muitas pessoas para várias pessoas mas você que tá ouvindo agora você chama Alessandra e você tem certeza que eu Maria homem tu sifrando uma mensagem tô falando diretamente para você Alessandra e que eu tô dizendo para você que eu sei tudo da sua mente e que eu sei que amanhã você tem um encontro importante na sua vida e que você precisa da conta de uma determinada posição e que você tem uma decisão importante vamos dizer que você vai encontrar o seu noivo e você tá na dúvida se você casou ou não do conflito do que você quer do que é o seu destino do que a sua vida da Escolha fundamental simbólica que você vai fazer você agora tá achando que eu Maria homem Tô dando um sinal cifrado para você dizendo não se case Alessandra porque eu
fui falar de esquizofrenia isso era o código para dizer não ou seja esses dois exemplos aqui que que eles dizem que vamos pegar a nossa o nosso caso Clínico Imaginário Alessandra para Alessandra é como se o próprio conflito interno que se fosse uma estrutura obsessiva ou histérica né no campo das neuroses ela falaria nossa casa ou compra uma bicicleta tão angustiada tô sofrendo não sei eu sou muito nova para casar ou sou muito velha para casar não quero mais isso tô independente tô bem será que eu quero conviver com alguém conversar tudo de novo ou será que é o momento de ter família filho casamento não deveria focar na carreira enfim Alessandra tem várias questões tem dúvidas e ela sabe que ela é uma e que ela tá em conflito a ambivalência do sujeito ela é interna Ela sabe que ela própria que ao mesmo tempo tem dois desejos conflitantes duas narrativas e eventualmente vai ficar numa ruminação
obsessiva para poder fazer a decisão e vai ficar indo de lá para cá de lá para cá isso seria o quê uma estrutura neurótica o nosso exemplo Alessandra ou eu mesma né no exemplo da
linha das câmeras eu tô numa posição de esquise ela é uma posição da esquizofrenia porque porque é como se tivesse dois euros ou vários erros múltiplas personalidades é como se fosse a Maria homem que diz não case é um imperativo que vem do outro vem de fora então ela não consegue ela o nosso caso Alessandra não consegue sustentar a própria ambivalência e a própria dúvida Então ela cinde faz uma  e joga para o outro no caso Maria homem a decisão e a resolução do conflito que é insustentável Muito angustiado que diz então não case Alessandra pronto essa voz me disse porque que eu sei esse exemplo porque essa é uma produção de base da estrutura esquizoide e da Psicose tô no campo das psicoses e tu já dizendo de algo que é a não sustentação do conflito e a não então responsabilização daquilo que quereria daquilo que você poderia desejar Então quem é que faz o outro quem que decide a voz ou as vozes que eu escuto ou as visões que eu tenho ou os sinais que eu vou decodificar
se já ouviram falar né das formações elementares é isso que é a base fenômenos basais das posições psicóticas são esses as alucinações as vozes os sons que vão construir Os Delírios
quando a gente diz a é a voz ou são sinais que eu estou procurando procure loucamente sinais está na Bíblia Versículo tal eu abrir ou extingue ou os astros tudo isso que que a gente tem a gente desloca o nosso desejo é a nossa decisão para fora.

Borderline

Qual é o problema falta a borda a borda É fluida falta a linha o contorno esse eu ele transita ele é aquela membrana semipermeável que que eu tô falando das condições borderline como a gente chama hoje que foi um segundo grande tópico aqui que foi também muito pedido para a gente conversar né É como se essa borda fosse muito não é uma linha Clara aí eu tô aqui o Vini tá aqui o Fernando tá lá como é que é a câmera como é que é o som e eu tô tranquila quanto a isso é como se neste momento eu falasse pera aí Quem Sou Eu com quem que eu tô falando quem é você eu me misturo com você eu sei o que você tá sentindo e você tá com afeto de medo de amor eu sinto eu respondo eu me confundo com o outro e eu tô sempre numa instabilidade uma aí vamos voltar para as nossas uma vez que a gente mergulhou agora nesses transtornos mentais né Como chama o dsm é essa esse termo de transtorno a gente pode fazer uma pergunta sobre a causa.

Causa

Vamos voltar aqui porque é o gene da esquizofrenia que a ciência está descobrindo agora ou as neurociências ou a neurogenética Será que tem genes que propiciam maior ou menor formação de neurotransmissores um equilíbrio químico neuronal que que teoria é essa que
causalidade é essa quando você imagina que você tenha uma ideia de que a molécula a proteína te implica uma formação simbólica te implica um universo de sentido ou você pode ter uma outra forma de pensar da onde vem isso que é muito comum na cultura também em vez de ancorada na matéria Esse é uma teoria plenamente materialista científica né um tipo de cientificismo materialista que é da modernidade que tá muito em voga no contemporâneo para
Saúde Mental para posição subjetiva Você tem uma outra tradição vamos chamar assim que é anterior a esse cientificismo moderno ou a certa concepção do que seria científico que são as formas de ler as causalidades como se fossem espirituais como se elas fossem ranscendentais e os Deuses os espíritos os anjos ou demônios o espírito possessor né É como se bom você ele tá vendo coisa tá maluco tá na loucura castigo é castigo porque ele roubou matou se masturbou porque o pai dele porque os espíritos é o espírito obsessor Eu Sou Espírita então eu sei que eu tenho que dialogar com os espíritos e vou buscar essa causalidade nesses espíritos transcendentes que então me moveriam vocês sabem que a psicanálise ela não opera propriamente nem aqui nem a colar em nenhuma dessas matrizes causais nem por a mente abstrato transcendental numa lógica de espíritos não não o mundo simbólico né não mundo imaginário simbólico da alma do Espírito nesse sentido da mente mas espíritos transcendentes causados por forças que estão ocupando essa mente observando essa mente e nem uma desemplicação subjetiva que é da matéria da proteína da molécula ambas vocês percebem que elas são muito diferentes ou espírito obsessor ou gênero da esquizofrenia da homossexualidade da histeria aparentemente são muito diversas Mas elas têm em comum a desemplicação do sujeito o sujeito que que ele tem a ver com a sua história o que que eu Maria teria a ver com essa rede de conexões das vários canais que ligariam as várias câmeras inclusive na NASA e no planeta Marte O que que a nossa Alessandra teria a ver com seu próprio desejo e com a sua própria capacidade ou não de definir o pacto que ela vai estabelecer com seu noivo então o que que a gente vai trabalhar aqui na nossa semana justamente isso como é que a prática Clínica vai convidar esse sujeito a poder narrar sua
história a poder simplificar com a sua história a dizer bom eu não tô dizendo que não existam a gente vai detalhar isso sobretudo na nossa próxima aula mas não que não existam componentes que podem nos auxiliar ou a medicação ou a ligação né como trabalhar junto psicanálise psiquiatria neurociência como descobrir e melhorar essas conexões mas só dizer
é um espírito ou é um gene ou é o neurotransmissor é pouco gente a gente sabe já mais do que isso a gente pode ter uma Escuta mais Ampla, essa escuta.

Transtorno Obsessivo, Categorização, Transtorno

Um outro tema que a gente fala muito que tá por aí é transtorno obsessivo compulsivo e também transtornos alimentares Vamos só parar um pouquinho e pensar sobre transtornos né que dá título da nossa semana do nosso minicurso Olha só esse nome ele tem uma história acho que vale a pena a gente voltar um pouquinho aqui porque essa forma de categorizar ela veio com a modernidade que é justamente a ideia de você poder olhar o mundo e organizar o mundo lembra que a botânica assim que surge a forma moderna de nomear vasta extensão das plantas dos animais das coisas tem muitos estudos focou por exemplo que vai ver como é que a gente vai categorizar classificar então a gente começa no século XIX com a psiquiatria a psicologia e o que a gente chama de psicopatologia tem esse nome né Patos as paixões da psique as paixões da Alma como é que a gente tem comportamentos que se repetem e pessoas que exercem esses comportamentos então a esquizofrenia paranoia histeria neurose
obsessiva aí a gente caminhou mais um pouco né Freud foi importante para avaliar isso e
para recolocar repensar como é que que tá Por Trás de Um Sintoma histérico foi assim que Freud começou e foi descobrindo o complexo de Édipo inclusive como a gente vai ver melhor
que que acontece aqui dentro de um neurótico obsessivo Como era a nomenclatura Qual estrutura da paranoia aquilo que me persegue aquilo que eu tenho medo o que que revela do meu desejo como dialetiza como eu desejo. Lacan traz para gente a ideia estruturas clínicas né então a matriz francesa levi-Strauss Lacan Bart estão desenhando O que é o que se mantém o que é Estrutural para além do fenomenológico E aí a gente tem o campo das neuroses das psicoses das perversões e hoje em dia a gente né borderline como a gente acabou de comentar aí o século 20 21 o fim do 20 21 a psiquiatria sobretudo norte-americana vai buscar fazer um mapeamento extensivo e amplia essa ideia de categorização classificação e aí vem essa palavra né transtorno ou já teve uma época que era déficit então déficit ou traço ou transtorno é que que é isso é alguma coisa que eu gosto disso né dessa ideia de transbordamento é algo que tá aqui com uma tal intensidade pulsional tem uma potência aqui que ela transborda e sai para fora vamos dizer então eu atuo isso naquele mesmo lugar TOC transtorno obsessivo compulsivo o meu sofrimento a minha angústia aquilo que não tá dando que a gente sabe que né nessa Matriz obsessiva é esse conflito desejo culpa quero não quero quero não devo né isso daí sai né se revela como a partir de rituais obsessivos a ritualização uma certa liturgia essa própria categorização do dsm é uma estrutura obsessiva ela mesma
a superstição a lógica de pensar um pensamento Mágico De que se eu fizer várias vezes se eu bater na madeira se né Se Eu Tocar que se eu não pular tal linha Então volta para matrizes infantis com uma certa base de um pensamento mágico que vai ritualizar o caos do Real vivido como caos pelo sujeito com esse transtorno obsessivo compulsivo né então a gente tem uma forma de buscar observar e classificar comportamentos Essa é a origem desse termo né transtornos mentais é interessante em alguma medida assim porque a gente começa a poder ter uma escuta que é muito importante aqui na nossa semana da Clínica.

Escuta Clínica

Eesse conceito de poder fazer escuta Clínica o outro fala assim como Freud Lembra no fim do 19 pode dar a palavra a voz para os histéricos e para as histéricas pode dizer fala Na verdade uma delas a paciente inaugural falou para ele fica quieto fica quieto deixa eu falar e o Freud ficou quieto saiu do seu pedestal de médico que sabe né Neurologia psiquiatria eu sei de você eu vou te curar ele fez a suspensão disso para deixar falar a voz do inconsciente daquele analisante e assim surgiu a psicanálise Então a gente vai ficar no lugar da classificação dos comportamentos só não na nossa semana aqui a gente vai sobretudo poder criar discutir as condições para que a gente tenha essa escuta do sujeito do sujeito do inconsciente aquele que
diz onde pulsa

Transtornos alimentares

Qual é a pulsão que transborda que me transtorna quando eu tenho que comer muito muito muito muito e depois jogar tudo para fora vomitar vomitar vomitar ou não comer nada porque a minha imagem corporal aquele eu que deveria ser imaginar a imagem e simbólico não tá bem informado tem uma dimorfia dessa imagem corporal O eu corporal do estádio do espelho onde eu me identifico ele tá tá vazado Ele tá transbordado é isso tem a ver com relação mãe bebês sim com o primeiro alimento Leite seio sim, normalmente relação mãe e filha Sim Isso é basal tem a ver com estádio do espelho narcisismo primário contorno do eu sim sim é isso então dá só para a gente falar tal transtorno tal medicação ou tal espírito tal sessão de descarrego não não dá não dá né gente que a gente precisa escutar essa história de vida escutar essa subjetividade que pulsa que sofre naquele lugar naquele ponto onde ela vai fazer a formação desse sintoma Como se forma o sintoma o que tem a ver com as minhas relações tudo depressão mesma coisa né.

Bom por hoje temos a gente continua na nossa semana a gente ainda tem mais dois dias para ir aprofundando a nossa conversa nessa aula então o que que a gente viu conceito de transtorno conceito de estrutura clínica de psicopatologia e essa migração histórica digamos as variações ao longo do tempo também a formação do sujeito e a formação dos sintomas dentro de um universo relacionado de intersubjetividade de trans comunicações né quando eu transcendo eu e chego no outro e também alguns casos clínicos na prática nos grandes Campos das estruturas clínicas neuroses psicoses perversão borderline como a gente ainda vai ver melhor para continuar esse percurso de Formação Marca na agenda e Defina um lembrete para nossa segunda aula nessa quarta-feira agora dia 14 no mesmo horário às 20 horas Onde a gente vai falar sobre caso Clínico na prática e a melhor forma de aplicar esse conhecimento no dia a dia tanto pessoal profissional Clínico da vida.

Conceito de Transtorno
Estrutura Clínica
Psicopatologia
Formação de sujeito e sintoma

Casos clínicos na prática, Maria Homem

oi seja muito bem-vinda e bem-vindo para nossa segunda aula da semana clínica na prática e transtornos mentais uma série de três aulas online gratuitas onde eu vou compartilhar com vocês uma um olhar uma metodologia Clínica atualizada e a gente vai discutir como aplicar de forma prática na rotina pessoal profissional Clínica um assunto que é importante atual então se você estuda psicanálise ou se você atua na clínica Provavelmente você já se deparou com essas formas de Sofrimento os transtornos mentais ou as psicopatologias ao longo da sua experiência até mesmo você que tem interesse no assunto já se relacionou com alguma pessoa na família no grupo de amigos no trabalho ou na sociedade no mundo com indivíduos e seus transbordamentos mentais Afinal o tema saúde mental tá sendo muito abordado sobretudo neste momento e aí surgem dúvidas:

Como identificar um estrutura clínica?

Como identificar uma estrutura Como obter um diagnóstico Esse é um termo muito comentado por aqui nas redes e na plataforma MH diagnóstico vamos discutir isso como conviver e se relacionar de forma saudável com essas saudável ou na melhor do possível né gente como poder fazer um elo um vínculo com formas de Sofrimento da subjetividade hoje o tratamento é
possível como auxiliar indivíduos nesse processo como a psicanálise pode me ajudar a compreender a identificar e a lidar melhor com os transtornos mentais na primeira aula a gente iniciou o debate sobre o tema introduziu o assunto estruturas clínicas formas de Sofrimento transtornos se você ainda não assistiu essa aula Ela tá disponível aqui no canal MH no nosso primeiro encontro a gente falou sobre o conceito de transtorno de estrutura Clínica a formação do sujeito a formação dos sintomas suas casualidades a grande Pergunta sobre a causa e alguns casos clínicos na prática abordando os macrocampos das estruturas Clínicas doses psicoses borderline perversão agora a gente vai avançar e no final dessa aula eu quero compartilhar com você uma novidade Aguenta aí como a gente fez na primeira aula eu gosto de escutar né Quais são as demandas O que que vocês estão O que que tá inquietando aí o coração então eu vou eu vou dizer também três grupos de pergunta aqui um conceito que tá vindo aqui o tempo todo é manejo clínico tenho muitas dúvidas e dificuldades no manejo Clínico isso foi campeão aqui nas nas pesquisas na nos pedidos outro busco novas ferramentas de abordagem para clínica sim e uma uma outra colocação que me chamou atenção que é muito importante também sei desenvolver o assunto sei abordar sei elaborar sei pensar mas eu não sei finalizar com o paciente Ou seja que que isso diz que o difícil é mesmo a prática O difícil é como é que você naquela relação humana naquela conexão com o outro como você vai se colocar numa posição tal que o outro se trate percebeu que eu já tô dando uma pequena provocada que porque qual era o paradigma clássico sobre tratamento: Alguém tem o Saber Alguém tem o não saber Alguém tem a saúde e a chave para saúde Alguém tem a doença.

Implicação, Saber

Pensa num paradigma médico clássico você vem se queixa demanda e ele que é mais experiente sábio saudável e mais potente vai te entregar um pouco disso e vai te ajudar certo era essa maneira da gente conceber e ainda é muito comum em várias psicologias em várias medicinas em vários todas as outras profissões basicamente né você consulta um contador um advogado um Botânico alguém que vá operar uma máquina, um mecânico, você não tem aquele conhecimento outro tem e é simples você fala para ele arruma meu carro eu não quero eu não preciso me implicar com o processo ele vai resolver ele pode até me falar eu tive que trocar a pastilha eu tive que ver o alinhamento até eu vou eu entendo ele me diz eu pago a responsabilidade é dele, o saber é dele.

Olha só que interessante a psicanálise não é exatamente assim é como se fosse que não dá muito para desenhar agora me complicar aqui com o meu gráfico manual que vocês sabem que eu sempre uso assim é como se aqui tivesse o lugar de saber só que ele é inconsciente a este sujeito então é como se o analista estivesse aqui na sua posição na sua poltrona o analisante no seu eu na sua consciência não sabe não tem o saber ele supõe o saber aqui a gente já vai chegar nisso né sujeito suposto saber que é o analista que é a mãe que é o chefe que é o professor só que quem tem o saber de fato é o inconsciente deste sujeito que estaria aqui

Associação Livre

Então tem uma triangulação na clínica psico analítica que é fundamental triângulo significa que você vai fazer uma um certo Elo né analista analisante para que a fala desse analisante via Associação Livre Ao ficar passeando livremente pelo jardim do qe ele vem a cabeça sem censura, sem recalque, Sem Vergonha, Sem Segredo, ao você Se permitir né Como diz como diz a gente pode dizer deixa rolar deixa rolar rolam palavras significantes e aí vai se revelando vai se desvelando esse sujeito do inconsciente é ele que é o nosso objeto porque ele tem também né uma formulação do Lacan sujeito do inconsciente e do inconsciente é um saber que vai como que a gente escuta isso né o analista como a gente viu a nossa primeira aula o analista tem a escuta e a gente vai ver hoje o manejo da transferência já vamos chegar aí o manejo e a escuta do que da consciência da racionalidade Não não pode fazer assim não vou te dar um conselho faça assado não como é que você tá fazendo, não.

Escuta do sujeito do inconsciente

É uma escuta deste sujeito do inconsciente deste significado que vão revelar o saber que aí chega um dia que o analisante Fala Ah agora entendi nossa falando com você agora eu me dou conta que ah mas olha eu tô sofrendo disso daquilo e então eu percebo que certo ou seja tem aqui o manejo da transferência,a direção do tratamento e uma escuta desse discurso** dessa fala que vai rolando esse significado Por que que a gente sabe desenvolver o assunto sabe abordar sabe elaborar mas aí na hora de finalizar com paciente na hora do manejo concreto na hora de ter uma ferramenta que seja mais própria original nova a gente não vai.

Transferência

Esse é um conceito chave importantíssimo para clínica na verdade é um dos quatro conceitos fundamentais da psicanálise vocês lembram isso daí é o título num seminário do Lacan famoso seminário 11 que justamente tem esse título e a transferência é um desses conceitos né para quem tiver curiosidade conceito Mater né a uma máster da psicanálise que é uma mãe inconsciente, pulsão, que pulsa essa força que vai para vida vai para conexão vai para não conexão desconexão aerostanatus Vida morte enfim sexualidade que transborda né transferência e repetição.

Esses são os quatro conceitos fundamentais da psicanálise segundo Lacan então a gente não tá em nada menos do que um dos pilares e afinal o que que é transferência por que que eu tô indo para ela para falar sobre manejo e as dificuldades do manejo como a gente pode né como como fazer uma escuta atenta e fina desse outro que se coloca diante da gente só uma breve né.

Vamos dar uma historicizada aqui vocês lembram que o Freud começou com a hipnose então para quem não conhece sempre eu recomendo não é o melhor roteiro do mundo mas tem um filme Freud Além da Alma John Houston que é sempre interessante um roteiro vocês lembram né Hollywood convidou Sartre para fazer um roteiro de cinema ele fez um catatau gigante eu ganhei até esse livro desse roteiro e era 12 horas de filme e claro que o Boss lá de Hollywood falou senhor né Sartre tá um pouco grande não dá é filmável né então edita aí e ele claro como bom filósofo talvez francês Diz a lenda piada disse não corto nenhuma linha e aí tinha um primeiro chamado o próprio Freud que falou não cinema não meu negócio é literatura poesia Freud analisou muito né arte visual plástica também não foi e depois três roteiristas entraram lá nos estudos sobre a histeria basicamente esse livro que tem casos clínicos e fizeram uma montagem desses vários casos na figura da personagem principal desse filme que É Cercelei e fizeram contraponto masculino com a personagem protagonista que seria a história e a vida e os sonhos do próprio Freud tão interessante é ficção né ficcional tem coisas enfim tem algumas licenças poéticas não muito acuradas Teoricamente nem clínicamente Mas é interessante para a gente ver eu fico aqui uma dica para quem tá chegando agora para quem né não é propriamente do campo ou para quem é do campo analítico propriamente dito esse filme ele vai voltar nesse histórico né que eu queria trazer aqui para vocês.

Freud foi lá para Paris estudar com charcou e os sintomas né Cada era historicamente como a gente tá discutindo aqui ela tem sua sensibilidade suas formas de Sofrimento que são culturais também são sociais também fim do 19 histeria aquela que pegava no corpo né adormecimento,
paralisia o olho virava não consigo enxergar o cabelo as línguas estranhas que eu tô falando as línguas enfim que o outro me perpassa conversão somática ou conversão histérica. O Freud começou ouvir esses casos e usar hipnose ficou fascinado por esse movimento cultural também onde o século 19 estava entendendo que algo ultrapassa a consciência por isso
hipnose você hipnotiza como se fosse um momento de sonhar acordado, você vem vem diz o que você tá sentindo aí diz como é que tá.

O Freud abandonou hipnose porque porque por um lado nem todo mundo era hipnotizável. Então não é um método possível de ser usado sempre segundo e principal motivo Você pode até hipnotizar alguém conteúdos interessantes vem à tona e depois nada, não tem uma profunda transformação porque porque não basta vir à tona e depois voltar para caixinha voltar para caixa de Pandora para debaixo do tapete que operação precisa acontecer para ter uma transformação subjetiva, eu, o eu e alguma consciência e essa subjetividade, incorporar esses conteúdos, comer isso, mastigar, elaborar, dói Bayton perlaboração o trabalho né, eu tenho que falar, voltar, repetir, então o Freud teve uma outra ideia foi para um outro nível home outra etapa da sua busca metodológica e chegou na sugestão, então ele vai lá em vez de deixar né o fluir ele às vezes põe a mão aqui na testa vocês vão ver a dramaturgia no filme né Mas põe a mão aqui falar fale sobre sua mãe Fale então sobre esse trauma, fale sobre esse momento quando você tinha 5 anos onde tudo começou, né então era uma algo dirigido até que vocês lembram um paciente os iniciais né as pacientes iniciais clássicas da psicanálise ou Ana O, Berta papen High Ema Enfim chegou uma hora que se disse para o Freud olha chega para de falar para de teorizar para de me sugestionar escuta deixa eu falar deixa que eu quero pulsa né Tá vindo E aí o Freud Aceita isso como a gente viu ele cala e ele escuta deixa o outro ver deixa o inconsciente, o outro grande outro, aquilo que passa a nossa linguagem o nosso discurso nosso ser sem a gente saber e aí então aquele descobriu e formatou, ordenou o que a gente chama de associação livre que é a regra de Ouro da psicanálise, é aquilo que vocês lembram né que a gente sempre comenta aqui Fale tudo que ele vem a cabeça sem censura sem recalque Sem Vergonha Sem Segredo deixa vir.

E aí então voltando para o nosso gráfico aqui para nossa né especialização o analista e o analisante ambos escutam os frutos dessa Associação livre tudo aquilo que vem tudo aquilo que pode coar e escoar né O que que ah eu sonhei ontem isso eu ah esse olha que curioso que eu sonhei porque ele é quase uma resposta aquilo que tava vindo ali e que a gente falou na sessão anterior aí na noite da sessão que eu tinha lembrado do meu tio irmão do meu pai que era muito importante para o meu pai e para mim também então Sonhei com meu tio que
tem o mesmo nome que Fulano que eu conheci que é meu chefe E aí você começa a fazer livremente ou seja livremente Mas não tão livre as representações inconscientes que vão
se tocando e aí elas dizem o que o que que tá é pulsando agora na sua vida então nunca é só o passado é aquele Tio que conecta com significante do Chefe que também é a função paterna e é você como homem ou é você como mulher discutindo essas relações com o masculino
aí o analista é aquele que recebe essa transferência por quê Porque aí o analisante ele vai se apaixonar pela analista, o Freud viu isso né na sua escuta da associação livre da Hipnose da sugestão o que que acaba por acontecer você fala para alguém você vai colocando E aí você coloca coisas sobre esse Elo, essa relação transferencial e nela você transfere conteúdos inconscientes que não estão podendo aparecer dentro da associação Livre, não é só a fala fala é um âmbito daquilo que você oferece na grande roda de conversa que é uma sessão e que a
clínica você transfere também conteúdos e eventualmente cargas afetos que não tem ainda elaboração como se eles estivessem crus então a gente entra num jogo de projeção e projeção uma outra maneira de ver isso.

Amor de Transferência

O Freud escreveu dois textos clássicos né a gente coloca isso nos escritos sobre a técnica sobre a técnica e sobre a clínica que eu recomendo muito também a ideia de a dinâmica da transferência e o amor de transferência então né os anos 10 1912 1915 São duas bibliografias basais e isso tá espalhado na obra toda do Freud e além do seminário 11 o Lacan também tem um seminário específico sobre a transferência fica tudo aqui na bibliografia. Vou pedir para a equipe colocar aqui também para vocês as indicações desses textos para a gente escutando né esse amor de transferência lembra que eu falei a gente se apaixona a gente se coloca junto com o outro sem saber que a gente tá colocando ou a gente tem raiva ou a gente tem uma irritação Ai eu tô indo nessa sessão mas ai meu analista tá me irritando, não suporto o jeito disso daqui como eu analista não gosta de mim ou me analista me ama porque eu sou especial a gente coloca quase como se a gente fizesse esse jogo né de por pedaços de sino outro projeção e receber o que a gente supõe que seja conteúdos do outro a gente pega para gente e grande parte desse processo é ele mesmo inconsciente então que que a gente precisa para conseguir saber tá mais seguro mais tranquilo para esse manejo Clínico para essa escuta para lidar com a condução desse tratamento precisa da formação de si mesmo né o tripé.

Tripé de Formação analítica

A gente pode chamar né o tripé da formação analítica que eu diria que é assim são elementos necessários para qualquer um que está numa relação Humana porque o Freud descobriu a transferência no interior do seu trabalho e da relação analisante analista da Clínica mas não é só isso né a gente sabe que a transferência é um fenômeno universal de todos as relações a gente faz isso, a gente transfere professor aluno diretora ator diretora atriz mestre discípulo hoje em dia nas redes sociais então né, são anéis transferenciais imensos, como é que a gente lida com isso nesse nesse Toma Lá Dá Cá de conteúdos e Ah eu disse isso não não foi o que você quis dizer não não foi o que eu disse tá um análise pessoal todo mundo né Eu sempre falo né Eu brinco o mundo seria bem mais interessante se todo mundo fosse mais analitizado já pensou Quantos casamentos durariam mais gente quantas atuações, acting out, delinquências quanto menos disso a gente teria quanto menos violência ódio se a gente não precisasse culpabilizar os outros se diz responsabilizar ficar confuso quanto a gente quanto ao que a gente é quanto ao que a gente deseja né Qual é o nosso toda essa conversa muito longa muito complexa sobre gênero desejo posição análise pessoal.

Outra base supervisão conversar com alguém se você é profissional uma supervisão Clínica Mas sabe quando a gente rende melhor as intrigas as Ordenações os funcionamentos do trabalho as alianças as conexões quando a gente faz uma conversa com o outro a gente fala bom Vamos sentar aqui entender quando os irmãos conversam sobre os pais quando os pais conversam sobre os filhos quando você conversa com os amigos sobre o casamento sobre o namoro né supervisão uma super no sentido de uma visão sobre algo e o bar né e teoria teoria tanto como eu falei meta psicológica essas indicações que a gente acabou de fazer aqui dos textos da Meta psicologia inconsciente pulsão transferência tudo que a gente está abordando aqui e também de teoria Clínica além dos casos clínicos leitura estudo mergulho.

Sujeito Suposto Saber

O Lacan trouxe uma contribuição muito interessante para gente que foi a denominação uma das formas de você compreender esse fenômeno enigmático na verdade da transferência Ele trouxe a ideia de sujeito suposto saber Esse é o mecanismo E olha que interessante né eu tinha falado que a pouco que que é isso aqui do ponto de vista do analisante sim ele coloca o analista aqui lembra que eu da tradição de se colocar um lugar de mestria como a gente chama o analista o médico o mestre o .Música. Xamã todo aquele que você supõe ter um saber você elenca o outro você recoloca coloca o outro nessa posição de sujeito suposto saber é muito interessante porque isso revela também que a gente vai voltar né regredir para uma posição infantil onde a gente vai colocar o outro nesse lugar de grande e o outro daquele que detém saber e o poder como a criança faz com os pais mãe que que eu faço quem sou eu que que eu como o que que eu visto o que que eu como eu realizo pai me conduz. Qual é o caminho onde devo seguir o que devo escolher?

Paranóia

Como eu falei para vocês né quando a gente tava falando por exemplo da paranoia ou de um Delírio esquisóide ou perseguição a Perseguição né quando o paranoico tá num surto delirante e ele diz eu tô sendo perseguido né Por exemplo uma síndrome conhecida e hoje em dia né Muito contemporânea que é síndrome de Truman Então na verdade vou contar para vocês gente A verdade é que é que não é propriamente um curso aqui faz parte de um grande BBB é um big brother é um trumashow lembra aquele filme e a gente tá fazendo parte de um grande reality é um show ele vai ser transmitido por pessoas que estão vendo a gente eu vocês aí Tudo equipe todos nós isso daqui não é só um estúdio para a gente gravar um curso que é um estúdio que transmite a nossa vivência e depois vai acompanhar com o chip e com uma câmera invisível e vai dizer quem sou eu que que eu tenho que fazer ou seja, quem me controla quem é que monta toda a estrutura que faz a minha vida existir, um outro a quem eu suponham saber porque que eu vim parar aqui né, vou radicalizar agora porque que eu matei um surto paranoide como filho do Eduardo Coutinho que matou o pai, esse grande cineasta, porque tinha uma voz dizendo para ele que tinha que matar os pais tentou matar a mãe também que se trancou no banheiro, ou seja, eu escuto uma voz tem algo que eu Suponho de saber e projeto de saber nessa voz, que tá cindida do eu lembra que a gente acabou de discutir.

Justamente esse ponto a gente vai ver melhor mas adiante e aqui tá novidade que eu falei lá no início dessa aula a partir de muitos pedidos a gente vai preparar para vocês um curso novo agora sobre casos clínicos para a gente poder aprofundar esses conteúdos mais adiante e sobretudo na próxima aula nessa sexta-feira eu vou dar mais detalhe do novo curso para vocês tá bom bom.

Direção do tratamento

Continuando que então a transferência e como manejá-la vocês estão percebendo que aqui a gente vai ter o retorno dessa desse conceito de manejo e eu queria juntar com o outro que é direção do tratamento esse direção do tratamento é o título de um dos textos do Lacan que tá nos escritos né falou muito os 24 seminários e escreveu comparativamente pouco mas tem um livrão que é os escritos um outro póstumo que é os outros escritos e um deles dos escritos quando ele mesmo estava vivo editou falou né uma transformação de uma fala é direção do tratamento então lembra o inconsciente aqui sabe é que fala é que produz é o sujeito do inconsciente saber em consciente Ok.

Mas o analista ele faz essa direção no sentido de propor setas é interessante essa discussão porque porque não é totalmente livre é só falando se você poderia né deixar o outro falando falando falando que ele vai vai chegar já que pulsa já que o inconsciente sabe é só você ir lá e se de preferência em física quiser tomar os aditivos, umas coisas, e transcendeu o portal da consciência seria, mas não é bem assim porque porque sendo que há esse sujeito suposto saber a transferência esses mecanismos, o analista que supõe-se mais analitizado mas consciente de si mesmo das suas estruturas dos seus sintomas e né do próprio funcionamento do inconsciente da Clínica ele vai conduzindo né faz uma condução que pode ser muito variado isso a gente vai detalhar um pouco.

Interpretação e ato analítico

Mas por hoje que é importante aqui fazer uma grande diferenciação entre interpretação e ato analítico que a gente imaginaria que né aquela ideia clássica paciente fala fala analista escuta quieto tem até aquele que tá nas charges né nas histórias em quadrinho fica lá nota nota e aí de vez em quando ele fala então aqui é seu pai ali sua mãe porque na verdade esse sonho porque o castelo significa porque na verdade tal, não é propriamente assim, certo então vamos lá e o próprio Freud em vida foi fazendo uma primeira distinção muito importante entre construção e interpretação, construções em análise, e outro texto que eu deixo aqui para vocês e a ideia do interpretar então primeiro que a gente vai construindo caso junto com analisante vai se construindo como se fossem blocos um edifício, uma história de vida própria Freud né o Homem dos lobos por exemplo ele vai e faz né traz desenhos e faz como se fosse um organograma uma genealogia uma arqueologia. Em alguns momentos você solta uma interpretação né a construção é mais Generosa Você vai mas a interpretação ela tá em alguns
momentos em que você pode propor uma guinada no caminho sempre foi assim vamos pegar um exemplo fácil para gente é muito didático mas há sempre namorei meninas mas eu tenho que ser hétero eu tenho que né eu sou bonito eu sou assediado pelas meninas porque meu pai me mata porque tal mas desde sempre eu olho para os meninos e como é que é ah o pinto dos amiguinhos Ah porque o que me dá barato como é a minha fantasia na masturbação, chega um dia que o analista pode falar bom tá dito né Por exemplo uma coisa simples, mas você pode dizer tá dito ou seja está colocado tem um dizer escuta, escuta tira consequência disso que está sendo dito aqui e o Lacan tem outros seminário e vai falar sobre ato analítico ele vai falar olha às vezes não tá na fala não tá na palavra no verbo tem o ato tem um fazer. é preciso por exemplo corte da sessão trouxe o corte e também a forma de debater o pagamento como pagar como pagar pelo que falta pelo que esquece como pagar mais ou menos aumentar diminuir os horários, os valores, tudo manejo também nesse sentido então manejo é algo que tem a ver com a escuta, com a fala, com a interpretação com a transferência e também com toda a ordem do ato. Vocês sabem que o Lacan vou deixar aqui também essa ecomendação né Tem um documentário interessante do Gerard Miler que tá tá aí nas redes é muito tocante a transformação nas vidas que o Lacan né um gênio da Clínica Lacan transformações que ele operou Lacan chutava O Divã Lacan né em vários momentos ainda mais na cultura francesa tocava as pessoas como aquele famoso já está pô um gesto na pele para fazer uma transmutação significante de uma paciente que tinha sofrido no Holocausto com a Gestalt que em francês é gestapou E aí ele fez esse gesto na pele né então é o jogo do significantes significante Central para Clínica né

Por exemplo vou trazer aqui um caso que eu aprendi lá atrás muito no início né quando trabalhava com crianças a gente na faculdade na clínica de estudante a gente trabalha começa né o trabalho até com criança que é tão complexo que maneja criança os pais mas chegou um paciente com diagnóstico de autismo nove anos não falava e não né não tinha uma inserção no mundo da letra alfabetização nada e ficou meses e tinha né a caixa lúdica né os objetos e quebrava quebrava destruía todos os bonecos lembra que a gente falou de esquise né esquizofrenia não tinha integração do Eu a imagem corporal espelho que rava
quebrava quebrava E aí foi era pura desconexão destruição do Elo sempre sempre sempre sempre meses e lá mas vinha vinha. Ok estamos sustentando a transferência até que um dia sem querer né acelera grande eu tava apoiada eu me apoiei e apaguei a luz sem querer eu apanhei no interruptor e apaguei a luz aí eu Ai desculpa acendi aí ele veio e apagou aí eu fui lá e acendi aí ele veio e apagou aí eu acendi, foi muito bonito essa foi uma virada fundamental para mim na minha experiência como formação Né tava no momento de Formação mas sobretudo dele da vida dele é um caso super é bonito e assim raro porque é muito difícil né se revelou que não era propriamente uma estrutura autista clássica Mas a partir dessas escansão sim e não acender apagar né que a binaridade basal do símbolo é o simbólico né presença ausência definição própria do símbolo a partir disso que ele permitiu fazer linguagem comigo né aceso apagado a gente passou meses nesse jogo até que ele foi podendo falar e foi muito rápido então foi quase né .

A mãe também fez um bom trabalho é esse tipo de caso grave a gente sempre atende junto com a família no caso era a mãe que foi de vento em poupa porque realmente tava muito afim com profundo profundo desejo de mudar de posição então foi todos os elementos eram favoráveis para isso acontecer. Então esse é uma ideia de assim um exemplo de manejo e de Ato é que ele vai operar em outro lugar que não do verbo E aí a gente pode convidar à mudança de posição.

Bom então nessa aula a gente abordou um dos conceitos fundamentais da psicanálise título inclusive do seminário a transferência e seus enigmas a gente abordou também a ideia de manejo clínico e de direção do tratamento e a gente fechou com a discussão sobre construção em análise, interpretação, e ato analítico a gente chegou ao fim de mais uma aula.

Agora Marca na agenda e Defina um lembretinho para nossa terceira e última aula que vai acontecer nessa sexta-feira no d a 16 de setembro às 20 horas bom se você não puder ver vai ficar gravado aqui mas veja para a gente fechar o nosso a nossa semana da clínica na prática nessa aula eu vou compartilhar com vocês a ideia do mapa da Clínica algo que vai poder ajudar a gente nos desafios dessa escuta e de como abordar essa semana para que a gente consiga lidar com comportamento do indivíduo os seus transtornos os seus transbordamentos e tudo que tá por aí Além disso no próximo encontro eu vou compartilhar com vocês os detalhes um pouco mais apurado do programa e da estrutura do novo projeto de estudo que a gente vai ter já tem um título casos clínicos a mente humana e seus desafios vai ser um percurso de conhecimento mais aprofundado sobre os desafios clínicos sua entendimento desse comportamento tão enigmático da gente e as relações entre nós eu o outro é estrutura psíquica de todos os indivíduos te espero na sexta

O mapa da clínica eficaz

Um olhar sobre a escuta de uma forma atualizada e também a gente reflete como é que a gente pode aplicar de forma prática na rotina da gente da vida no nível pessoal ou profissional um assunto tão importante e atual.

Até que a gente abordou as estruturas clínicas e seus principais desafios agora a gente chegou no momento de encerrar esses três encontros desvendando o mapa da Clínica, ou seja, como aplicar as teorias psicanalíticas na prática e tem uma noção de uma cartografia da Clínica.

Na aula de hoje a gente vai abordar um pouco sobre o futuro da psicanálise como sustentar uma posição subjetiva tranquila diante do outro do seu olhar da sua demanda e eventualmente como sustentar a escuta desses transtornos a fazer do outro e como aplicar os conceitos abordados neste minicurso na nossa prática de escuta cotidiana sendo na clínica formal.

Qual o futuro da psicanálise na clínica e qual a relação entre o tudo que a gente discutiu a escuta Clínica, a transferência e os Novos Campos do saber como a neurociência ou as tradições de escuta dos transtornos como a psiquiatria e a relação com a religião e com os espíritos

Cultura

vamos abordar a depressão e o transtorno bipolar porque é que essa questão é muito importante porque a gente está no momento histórico-cultural na lembra que a gente tem é a própria né se você tá aqui E esse universo MH digamos ele e ele já opera nesta interface como eu sempre digo subjetividade cultura contemporâneo e alguma pesquisa que ela é da Gênese ela é uma pesquisa histórico-genética Em que sentido a gente quer saber a a evolução desses conceitos como é que a subjetividade contemporânea dialoga com uma virada moderna, que que o século 17 tem a ver com substratos da cultura grega. Então esse trânsito que a gente faz né isso que as vezes eu chamo historicização ou não eu sempre falo volta, vamos pensar, vamos comparar isso não é só nos nossos cursos sobre o masculino onde isso é fundamental nem sobre fé e os cursos os livros os artigos nesses textos não, para escutar um humano, um indivíduo né aí a própria individualidade ela também é histórica, ela também é cultural ela também faz parte da cidade da pólis por quê Porque de alguma maneira o que a gente sente e a forma de Sofrimento também diz desse momento histórico também diz daquilo que a gente tá é como é que a gente se posiciona diante dos ideais da cultura, dos ideais introjetados que formam o supereu de cada indivíduo, as formas de conexão, os discursos, as narrativas as frustrações, os projetos, as explorações.

Depressão e Transtorno Bipolar

O que é transtorno bipolar vamos pegar por aí vocês sabem que a gente pode ter um argumento isso foi muito dito aqui nas nossas né no nosso ecossistema virtual e muito real nas nossas redes e nos comentários a mas por exemplo transtorno bipolar Com certeza é físico é bioquímico porque você dá remédio melhora sem remédio não trata não melhora então pronto aí é a questão muito levantada que a gente não vai escapar tanto que a gente tá agora falando disso, que a gente tá discutindo essa conexão com a molécula, com a matéria, é uma episteme materialista é isso que a gente tá discutindo que vem junto com o gene com o código genético que que é um grande ordenador das Pistas de produção de proteína e que vai dizer vamos mais para cá mas para lá então essa é como a gente tá discutindo é um paradigma né uma epistemologia, uma forma de você vir a conhecer um fenômeno e a gente diz é matéria tá na matéria e olha que curioso se resolve eu não tenho uma implicação Central tanto que a gente tá discutindo conceitos como responsabilização subjetiva, implicação psíquica e subjetiva, como é que a gente pode se implicar com aquilo que me ocorre é e se é de uma de um balanceamento genético no sentido cromossômico no balanceamento neuronal dos transmissores das conexões entre neurónios você está implicado como?

né uma outra forma possível da gente pensa isso seria a religião Então como é que é a gente foi tomado né Eu sou tomado por dois tipos de poderes de forças transcendentais de espíritos então quando eu tô bem, transtorno bipolar eu tô super bem me achando ótimo mexendo máximo tudo um polo positivo de mim mesmo anjos né Eu tô com os deuses com Deus ou tô no polo negativo aí eu tô péssimo me lembra um antigo antiga denominação né transtorno maníaco-depressivo o mesmo Psicose maníaco-depressiva fase de mania: tô pilhado, tô Nossa, we are the champions, eu vou conquistar o mundo, sou tudo, o meu Deus é yes, we can, uma potência narcísica egoica, está inflacionado ou tô mal tudo deu errado, sou um lixo aí são os demônios aí os espíritos obsessores me jogaram para-lama ou os anjos me levaram para os céus ou as criaturas e em feiras estou me arrastando para o lodo né e é uma outra concepção, uma outra episteme, você tá de alguma maneira também desimplicado a que interessante você tá desimplicado porque os protagonistas da Guerra os protagonistas do grande embate bem e o mal os deuses e os demônios sem eles que são sujeitos da ação eles que lutam, você é o que você só um território, você é um campo de batalha para eles eles disputam território a partir do teu cérebro né e o que que eu tô colocando aqui, você já estão compreendendo as camadas do debate, nem uma episteme, nem outra é claro guardadas todas as devidas proporções e não que eu tô aqui parando algo a outro né mas sim a ciência pode ser quase uma religião né e uma forma de você dizer é isso é é genético, Sim Isso é só remédio isso é né é o que importa para gente que estuda psique, que estuda a subjetividade é justamente Qual é a sua posição subjetiva diante do seu sintoma e é sua ou enfim

Supereu, Sadismo

Qual é a posição subjetiva do analisante do paciente do amigo do amor do cônjuge diante daquilo de que ele se queixa isso é muito importante porque isso faz parte do manejo clínico é isso que a gente né no manejo da transferência isso a gente escuta até para saber o diagnóstico, a estrutura até para saber como é que esse sujeito se coloca em relação a si mesmo que é um uma grande posição muitas vezes inconsciente porque, você se implica, você se desimplica você é levemente sádico com você mesmo, lembra o superego sádico, superego voraz o algoz da gente mesmo a gente se cobra a gente diz você é um lixo você é um merda mesmo, você não serve para nada, porque agora vou dar um passinho aqui a frente isso que a gente chama de bipolaridade revela a nossa diferença de posição em relação a gente mesmo e é isso revela que por vezes né eu Já tô agora usando a nossa as nossas ferramentas aqui por vezes esse Eu avalia a si mesmo né lembra quem avalia escuta avaliza o eu é o supereu é justamente essa posição né sempre a gente fala isso aqui no nosso território vamos dizer MH muito importante esse Supraeu esse juiz que pode ser mais Generoso o Mais Cruel então o ideal de eu esse supereu tendo critério do ideal de eu, ele olha a si e ele fala lixo hoje tá péssima não produz nada não faz nada não dá não tem condição, ou esse mesmo super eu vai avaliar e ser vai falar nossa tá ótimo bem na fita maravilhoso foi bem né então que é um transtorno bipolar né é uma variação de bomba de sódio e potássio para fazer circular mais ou menos serotonina noradrenalina e é isso né É dopaminérgico É como é que é como é que é você tá colocando olha só que a ideia do valor do Eu, o valor de si mesmo ele teria ele não seria implicação com a sua própria posição subjetiva, dá para escutar gente como que é tão importante né justamente o transtorno bipolar Ele é aquele onde mais claramente está em jogo o ajuizamento do Eu pelo supereu e onde a implicação é coincidentemente é uma das formas de Sofrimento de transtorno onde você se implica o tempo inteiro você se implica até demais né talvez por isso é que a gente Diga aí não chega, já fico me avaliando o tempo inteiro já fico me vendo como não é excelente ou nada, então pelo amor de Deus me dá um remédio eu preciso acreditar que é um remédio que vai me salvar, me dá qualquer coisa tarja preta por favor cansei cansei de ser eu, cansei de ficar me ruminando, me avaliando passando horas de insônia seja 5 horas da manhã seja as 11 horas da noite pensando afinal o que que eu tô fazendo da minha vida e na curioso.

Vocês estão percebendo onde eu quero chegar né gente não não tem transtorno no mundo que não diga de um sujeito transtornado, de uma subjetividade em transbordamento, que não diga profundamente de Quem Somos Nós, até a forma do sujeito Lidar com o seu próprio sintoma, o seu próprio transbordamento, essa forma diz dessa subjetividade. E é isso que a gente pode escutar E é isso que é interessante a gente abre abrir o os olhos eu ia falar abre os olhos né os ouvidos para poder de alguma forma mais adivertida poder fazer essa escuta, sem se misturar tanto, sem se complicar, sem acreditar no que o outro joga, projeta.

Lembra projeção, introjeção, transferir sem sem se enroscar, em todos esses fenômenos que são da relação humana, que são do laço social, que são das transferências de tudo né de todos os conteúdos e cargas e afetos que a gente exerce e enfim como sustentar uma posição subjetiva tranquila diante do outro do outro do seu olhar da sua demanda, das suas queixas, e eventualmente até dos seus e dos nossos transtornos

Daí a necessidade da gente citou a melhor abordagem Clínica e seus desafios por isso que a gente vai trabalhar aqui um um olhar, uma metodologia para uma clínica com mais segurança Mas eixo e menos tensão, menos enrosco, menos contratransferências, menos né você poder tá tranquilo com aquilo que você é e com aquilo que você escuta para você poder bem fazer o seu posicionamento achar uma posição subjetiva Olá seja mais segura, e sólida diante do outro e seus eventuais desvarios.

Como

Como deve ser realizada a abordagem com analisante, o manejo Clínico, Como lidar com a transferência, como entender e realizar Diagnóstico, como auxiliar no tratamento nessa escuta do outro a partir das Ferramentas da psicanálise, Ou seja, no dia a dia, como identificar os transtornos na família, no trabalho, e nas tribos, nos amigos como lidar e buscar um relacionamento minimamente saudável, não tóxico, não destrutivo, ou até interessante, enriquecedor, de troca, de interlocução, além de promover e auxiliar né esse essa pessoa essa essa indivíduo na busca por ajuda, na busca por tratamento.

O século 21 a gente sabe trouxe novas abordagens e novas formas de lidar com transtornos mentais no campo Clínico no campo social, no campo da Saúde Mental. Conexão a cultura contemporâneo que a gente foi desenvolvendo ao longo dessa longa né jornada da minha própria experiência Clínica como eu venho contando para vocês aqui, através da escuta no divã, dos cursos, das palestras, das leituras, do percurso acadêmico.

Temas de trabalho

1) A formação humana e narcisismo

o médico vem se inclina para poder escutar ou você se inclina né eu gosto dessa imagem de você por ouvido na terra né os povos originarios se põe ouvido na terra para escutar o que tá vindo escutar o som dos Cavalos, a chuva, então é esse se inclinar para melhor fazer escuta do outro o amor de transferência o que que é a posição analítica posição do analista do analisante o olhar, o objeto, o autismo, a gente vai falar também tem uma aula específica sobre o autismo o seu espectro né terra como encontrar um lugar para estar no mundo como criar condição para se estabelecer os primórdios da relação com o outro é isso né

O programa também vai lidar com esquizofrenia Qual a relação entre realidade e fantasia Alucinação e delírio, a cisão de eu como a gente falou aqui a gente vai aprofundar porque esse tema merece

2. estádio do espelho o eu e o outro sim bate né que nem eu sempre estou usando essa imagem aqui para falar disso como diria Lacan o espelho como formador do eu e aí para pensar em eu a gente tem que ir Will eu e supereu e pensar essa construção essa formação do eu como narcisismo primário e a conexão dele com o narcisismo secundário e os ideais de eu .

3. a paranoia para nós Delírio de perseguição, delírios paranóides, teorias da conspiração e quando o eu se confunde com outro, um outro um outro jeito disso acontecer é a personalidade narcisista ou eu tá no centro ele precisa sempre estar no centro, ele precisa ser sempre retirar o outro do seu lugar de alteridade, ouvir sem ouvir, escutar sem escutar, né E também a gente vai falar sobre borderline essa borda, quando o contorno não tá muito claro e a borda é muito amplo ela fica um território gigante que eu vivo aqui nem nem com uma clara concepção do eu nem de outro

4. A imagem, o corpo e o limite. Que que é o falso self se você já ouviram falar nisso né isso hoje em dia né eu contemporâneo com as redes sociais e essa esse convite contínuo para formar um Eu ideal Será que a gente tá escravos do Avatar Será que a gente está submetido a essa lógica de ideal do eu aí a gente vai ter uma aula também para falar sobre imagem corporal como ela é basal para a Constituição do sujeito e também onde ela escapa onde ela não funciona muito bem onde ela é dismórifca, lá perde se forma como nos transtornos alimentares, bulimia, anorexia né esse esse saber o excesso e a falta como é que a gente Trava o nó borromeano: real simbólico Imaginário e como é que isso escorrega, como é que isso tá fora justamente do Contorno é esse módulo ele vai falar bem disso o limite, o contorno Tem algo aí que transborda, por isso que a gente também vai ter uma aula para falar coisa importante cima hoje.

5. sociopatia e psicopatia sujeito, a lei e o complexo de Édipo né como é que a gente se introjeto esse super eu lembro super eu Herdeiro do complexo de ético e também as operações básicas da perversão desafio transgressão, que que é isso né, a necessidade de transgredir e eventualmente de eliminar e fazer do outro um objeto para o meu gozo de me anCorar na diminuição na humilhação a ligação dessa alteridade da objetificação dessa alteridade que sintoma é esse e o que tá acontecendo no mundo hoje para isso.

6. as adicções e as compulsões essa ideia tão assim ao mesmo tempo tão simples né como um objeto possível de completude e uma ideia tão louca né algo que me completaria, o objeto perfeito, a mulher ideal, o há o prazer máximo, aí a gente não pode deixar de discutir justamente o princípio do prazer e o seu além o gozo para odiando um conceito do Lacan e o texto do Freud Além do princípio do Prazer, a gente vai ter também no quarto módulo né aí a discussão do complexo de Edipo no contemporâneo as suas formas na atualidade aí a gente vai discutir mais às neuroses, a fobia, as fobias as obsessivos e as estrias a fobia e o medo como ingrediente Central em algumas atuações em algumas formações subjetivas e como tema central na cultura hoje. como é que se faz a escolha do objeto fóbico, aquilo que a gente diz Nossa tenho medo de avião tenho medo do comunismo tenho medo enfim de broxar de falhar medo do fracasso e a transferência do medo, como se você entrasse aqui e aí você resolve aqui ele vai para cá ele vai para lá, a histeria, histeria né que a gente falou aqui na nossa semana a histeria contemporânea ela é diferente do que ela foi quando Freud escutou no século 19, a demanda histérica, aquela demanda para sempre insatisfeita, né a insatisfação a demanda e o falo, a histeria masculina né se a gente achava que histeron era o útero histeria era coisa de mulher como é que é isso hoje e histeria masculina e a lógica obsessiva estrutura obsessiva neurose obsessiva toc, os rituais, as liturgias as repetições e a ideia da superstição do pensamento mágico.

7. a vida o desejo e a morte aí a gente né vai no coração das pulsões pulsões de vida Eros conexão com outro o desenho de uma erótica para esse sujeito e quando isso não tem a ansiedade que a gente vai ter uma aula sobre ansiedade crise de ansiedade, crise de pânico que que é o quê que é um Anseio né ansiar por algo ansiar, e ao mesmo tempo tá aqui e nunca estar aqui querer querer e desistir, a desistência, a falibilidade desse desejo ou dessa resiliência e eu não poder ocupar o tempo e o espaço, o aqui e o agora por que é isso né sempre tô lá na frente aí sou muito ansioso já tô lá e a depressão a depressão o desejo e o sentido que que acontece quando tem uma falha na seta do desejo quando parece que não vai não quero nada, deixa, nada faz sentido até aqui né

A recusa do desejo a definhamento desse desejo e o acting-out o que conceito é esse e como é que a gente pode flertar com uma ideação suicida, como a gente chama e a vida né como fazer vida a despeito de tudo isso.

Manejo Clínico

Terapia: Técnica, Metodologia e Afeto

Oi seja muito bem-vinda e muito bem-vindo a gente está iniciando agora a, semana do manejo Clínico nos próximos dias a gente vai fazer três encontros, para esclarecer algumas das principais dúvidas que a gente recebe de vocês, sobre um tema essencial como fazer um manejo na prática Clínica, esse certamente é um dos assuntos mais recorrentes por aqui. Maria como eu identifico os melhores tipos de manejo? Como aplicar o meu conhecimento técnico na prática Clínica? Como lidar com casos específicos, como medicar e como, diagnosticar se for o caso? Bem, as dúvidas são infinitas, eu entendo isso, porque eu também já estive no seu lugar como analista, eu sei como os primeiros passos São difíceis.

O manejo Clínico está presente desde o primeiro contato, com analisante, por isso, é tão importante que a gente esteja se sentindo seguro nesse momento e também é fundamental entender que não existem fórmulas mágicas ou uma receita de bolo que leva você ao sucesso no Exercício da Clínica mesmo quando você já tem mais experiência, mas é possível desenvolver o seu próprio estilo de análise, de analista, de escutante, a partir das suas próprias experiências. Seu jeito de pensar, de ser, de sentir, principalmente, com muita teoria, supervisão e análise pessoal.

Essa semana foi criada para pessoas que trabalham com Clínica com escuta e quero aprender aplicar na prática o manejo, estrutura, Clínica e também aquelas que têm interesse em manejar melhor os seus próprios relações na vida que o comportamento humano ele tá assim na relação de amor de amizade de trabalho na empresa na sociedade civil nas instituições no mundo na mídia Então como a gente maneja a escuta Claro a gente está sempre escutando pessoas e a gente está sempre manejando né Isso é a própria forma de se relacionar com o outro então isso é importante da gente saber aqui como como estabelecer e ler relações escutar relações e ao mesmo tempo como um profissional a gente aplicar o que a gente vai discutir na nossa semana para a nossa o nosso enquadre o sétimo analítico propriamente dito mas vale também para a gente poder entrar nessa dupla que é muito importante para começar aqui que é escuta das relações das falas dos comportamentos das pessoas do mundo escuta e manejo né o tempo todo a gente tá nessa dialética eu escuto o mundo e como é que eu respondo a isso como eu me coloco aí e a partir de agora você e eu a gente vai seguir um caminho a partir de teorias práticas compartilhamentos de experiências assim ao final da semana você vai ser capaz de desenvolver um pouco mais de autonomia e de segurança no manejo e nessa escuta Bom primeiríssimo Lugar podem ter pessoas novas chegando aqui pela primeira vez na nossa no nosso ecossistema MH como a gente chama então eu vou fazer uma brevíssima apresentação para quem não me conhece ainda eu sou Maria homem psicanalista eu fiz uma formação aparentemente né clássica ou seja fiz a faculdade de psicologia na USP e depois fiz trabalhei um pouquinho muito breve no Brasil Capes né o Centro de Atenção psicossocial que foi uma experiência incrível que me levou para França em laborge tem uma clínica de la Borge uma instituição inventada pelo ri pelo gatta ri que depois veio a ser parceiro do deleise inventar a psicoterapia institucional teve uns anos em Paris em dois dois ou talvez três eixos que são interessantes também do nosso assunto aqui vou falar de uma maneira pessoal mas já pensando no que a gente vai desenvolver na nossa semana sobre a formação do analista vocês sabem o famoso tripé né de qualquer pessoa que escuta primeira coisa é análise pessoal é você vamos dizer tá em Dia com seu inconsciente se eu posso usar essa expressão você se escutar e se sabem que Auto análise a Rigor não existe propriamente porque o ego o eu se confunde com as nossas próprias racionalizações foi muito importante um analista né um outro para o qual eu endereço uma suposição de saber uma fala então qual é o qual foi o meu próprio percurso Exatamente esse esse tripé análise prática Clínica com supervisão e teoria teoria né tanto sobre a meta psicologia estrutura quanto teoria sobre a clínica então a gente Na verdade o tripé ele se abre e vira uma lógica de fractal cada um dos eixos é dividido em outros três isso a gente vai trabalhar aqui também então seguindo a minha própria análise ao longo do meu percurso fiz diversas análises com vários analistas e a gente depois vai discutir um pouco né o arco dramático desse percurso que é a saga do Herói ou da heroína aqui numa análise e um outro é ponto importante foi o estudo que no meu caso ele foi formal ele ele foi formal numa universidade que foi Universidade de Paris no departamento de psicanálise que foi o departamento fundado pelo Lacan então foi muito interessante chegar o local já tinha morrido foi depois mas tinha fazer a primeira geração dos dos discípulos de Lacan então enfim vários professores que se analisaram com lacraff fizeram supervisão publicaram livros foi extremamente rico muito interessante esse mergulho né E essa imersão com um pequeno detalhe né que eu tinha por uma questão vamos dizer burocrática formal podia me dedicar plenamente a isso né tava vamos dizer confortável para poder estudar em Paris e também nas várias instituições de psicanálise que vocês sabem a política e a história da psicanálise como diria rotina e tantos outros autores Ela é bem complexa então Tem muitas ofertas muitas cenas para você participar então foi bem interessante né a universidade As instituições dentro e fora da escola vilacaniana milleniana e depois um outro eixo do tripé é o atendimento então muitos estágios muitas muitos Centros e clínicas que foi bem importante uns anos depois foi para Londres também porque me deu uma curiosidade de fazer um contraponto com a língua inglesa então eu também recomendaria aqui nessa nossa nessa nossa semana né Eu acho importante a gente também tem uma abertura para poder ler para escutar o outro não só o outro que chega como nosso analisante ou analisando mas também o outro que pensou a clínica então a gente tá mais não viés né de uma linha mais francesa de Lacan é a base com a qual eu trabalho mas também é muito importante ouvir e a gente vai trabalhar aqui o winnicott e biam e Ultimamente ando lendo também ultimamente já desde Paris que se trabalhava férias e né que conceitos podem ser instigantes aí que que é o objeto tradicional único a ferem-se elemento alfa o que que é dessas contribuições de vários teóricos grandes clínicos como é que elas entram aqui no manejo Então é isso que é sempre a dialética entre a sua própria vivência sua própria formação como aquele que escuta o que é um analista profissional que é uma pessoa que trabalha com com outro com algum tipo de atendimento de escuta e a sua própria o seu campo conceitual de leitura é você é pessoal e é social é psicossocial essa dialética que está em jogo aqui né e depois enfim fui sempre indo e vindo acho que voltar para o Brasil e sair como também comentei recentemente O semestre passado tive nos Estados Unidos e já tive outras vezes dessa vez fiquei em Harvard e também visitando hematite Columbia e várias universidades da costa leste americana para fazer sempre essas imersões teóricas conceituais disputa de debates conversar que que é que tá sendo lido estudado que eu acho que isso também é importante informação e para um bom manejo não só escutar aquela voz que fala mas toda uma cultura que fala através daquela voz por exemplo quais são os debates contemporâneos mais interessantes que que é por exemplo a discussão do feminino O que que é o a virada do e aos novos processos de subjetivação e de sintoma haveriam formas de sofrimento mais contemporâneos porque em que medida os pactos sociais da nossa cultura interferem nas nossas formas de intimidade e de mar angústia então isso também é importante da gente discutir aqui e também fez parte da minha formação que depois seguiu né um doutorado que foi com sempre esse campo que eu trabalho né subjetividade cultura cinema literatura então doutorado foi com Clarice Lispector e enfim outros imersões e cursos de pós doutorado e é hoje Tô ligada a um núcleo de pesquisa da USP que chama diversos e também a fap a casa do saber ao próprio universo MH Maria homem fazendo cursos lives debates mesas a folha a Gama tripe veículos de comunicação de mídia para que a gente possa espalhar né como a gente tá fazendo agora essa forma de poder pensar o sujeito e agir sobre ele sobre nós e sobre o mundo a rotina na clínica no trabalho e até mesmo na vida pessoal ela exige conhecimento sobre manejo mas como bem é necessário desenvolver uma técnica a partir de conhecimentos teóricos e práticos para a gente poder atuar em quase qualquer área das nossas vidas no caso específico da Clínica psicanalítica é papel do terapeuta saber atuar responder e corresponder de alguma maneira aquilo que ele é endereçado nos diferentes casos clínicos e diferentes comportamentos Freud mostrou para gente como desenvolver o manejo Clínica através de potes diagnósticas de um sofrimento psíquico principalmente a partir da transferência aprofundou isso e mostrou para gente que o lugar transferencial é uma suposição de saber só que o analista não vai cair nisso ele não é propriamente um sujeito ou seja o que que a gente e aqui é um ponto chave que a gente vai abrir e voltar nele sempre um analista ele arregou ele não está lá como um sujeito se a gente pode dizer né ele usam muitas expressões mas uma delas que eu gosto muito analista ele tá como um santo porque essa essa figura né de uma religiosidade Cristã ela vai mostrar é quase um lugar que é se a gente fosse pensar né numa numa mitologia antiga ele é mortal e mortal ele é humano e Deus ele é um outro nível de humano ou seja e não é de forma nenhuma aqui para ser mais ou menos ou para se aproximar de Deus não é nada disso seria aquele que ele tá tão imerso na escuta do outro que o outro é sujeito e eu sou aquele que abra o mundo a minha subjetividade naquele momento isso é muito importante não é que você não exista o que você não sinta o tal mas lembra que eu falei aqui no começo a gente tá em dia se escutando então um por exemplo um paciente um candidato análise analisante chega e fala não você é incrível você é ótimo tô apaixonado por você você é o príncipe encantado ou você é maravilhosa você é deusa você não acredita é esse o X da Questão ou se ele fala eu te odeio você é péssimo Ou você me lembra meu pai ou você não cuida de mim você não tá nem aí você é muito ocupada você né você também não acredita é isso que é muito importante do manejo da transferência como a gente diz isso tem isso precisa vos dizer bem francamente muita análise muita prática muita teoria muita discussão e espaços de supervisão para a gente poder extrair o desejo do analista como diria ela quer isso a gente vai né o desejo do analista é simplesmente exercer o desejo de analista analisar escutar e fazer esse trabalho É encrencado né mas acho que tá claro aqui então que o analista ele seria mais se deixar fazer um objeto se deixar fazer uso como se deixar fazer aquilo que o analisante naquele momento precisa fazer de mim sem cair no jogo sem acreditar como a gente diz vamos dando linha Foi mudando linha e uma hora a gente pesca o peixe a gente puxa a corda a gente né em laça e a gente vai ver enfim na prática algumas situações em que a gente poderia explicitar esse manejo por exemplo tem sempre uma né um pedido para que a gente por exemplo vem um analisante ele muda muito os horários e aí você vai dando linha pode mudar pode desmarcar remarcar esqueci foi voltei e tal e aí a coisa vai indo Porque naquele momento precisa chegar aquele sujeito com a sua desorganização com o seu caos o esquecimento com seu não comprometimento ele ele tá dizendo alguma coisa através dessa forma peculiar de se oferecer para você numa nova relação então ele tem que esquecer ele tem que faltar ele tem que errar ele tem que testar se você quer que ele venha se você deixa ele fazer dessa maneira e talvez durante um tempo seja só essa forma que ele pode existir e a partir de um certo momento em que pode ter alguma escuta você fala bom será que você só recebe pontos você vai fazendo pequenos né pequenas marcações pequeno né Você pode usar o humor você pode usar enfim Nossa de novo esqueceu realmente tá tá difícil aqui que Pânico hein Nossa mas por que isso nossa mas você sou tão tá tão terrível aqui tá sofrendo tanto Espera aí como é que é isso nossa mas era tão longe é tão né você vai fazendo marcações e pontuações a partir de um certo momento ai de novo esqueci tal não vai dar se fala não tem problema mas é o seguinte é seu horário se é responsável por ele então essa sessão é devida Esse é o manejo da transferência do pagamento do enquadre do sétimo né como é que a gente vai também manejar não só dentro da interpretação da palavra da fala mas no ato analítico e na transferência Clínica isso a gente vai precisando de tempo para ter a escuta a prática e a segurança para conduzir né pegar rede e conduzir e sobretudo a tranquilidade interna e você saber você terapeuta na lista né a pessoa numa relação você não cair na armadilha de se ver como aquilo que o outro diz de você isso vale para tudo né gente isso vale para o amor isso vale para o trabalho para os conflitos é isso que a gente tá falando aqui desse lugar de sujeito de objeto de Santo quando a gente fala de lugar de sujeito lugar de objeto transferência técnica formação tripé né para uma posição de escuta e manejo que que a gente tá o que que tá em que qual é a premissa central de tudo isso que a gente tá dizendo é a Grande descoberta frediana do inconsciente ou seja Vamos a gente vai ao longo da nossa semana né Na próxima aula a gente vai abordar mais claramente inconsciente Mas é isso que tá aqui né Somos seres que ao falar a gente vai transferir conteúdos sobre os quais eu conscientemente Não tenho domínio e vou transferir afetos tem uma um trânsito tem um trânsito entre mim e você entre eu e o outro entre nós que vai moldar tudo que acontece ao nosso redor então por exemplo sem saber inconscientemente no meu lugar no mundo antes de eu fazer a minha própria análise saber de tudo por exemplo muito comum é um lugar de filha é um lugar de filha pequena de bebê de vamos dizer de queixa de fragilidade de vulnerabilidade e qual é a minha identificação primária a filha a Filhinha amada pelo pai forte poderoso por exemplo então isso diz uma identificação primária de uma relação edípica de um eventual forma dos afetos circularem Ou seja eu sinto sempre que o outro não está então já que eu sou lembra inconscientemente a filhinha sempre amada e que desejo que o outro Tem o Olhar dele sobre mim esse olhar atenção amor e proteção cada vez que o meu chefe me dá bronca que meu marido meu namorado ou minha namorada não me cuida não me dá aquele colo não tá apaixonado não dá rosas vermelhas não me basta tá ruim então qual é o meu lugar de queixa de ai não não gostei ai não é suficiente Ah não não e nessa medida é este um núcleo Central Isso é uma posição subjetiva que é um conceito muito importante a posição como você se coloca diante do outro é isso o Core né o núcleo deste tratamento deixa é isso Que é Preciso tratar manejar atravessar elaborar e todos esses verbos fundamentais da Clínica e da prática com o outro é que é o né é o tecido é o material né aquilo que eu pego aqui a unha Então essa é a questão do analisante do paciente como é que eu vou me colocar ou me deixar fazer aí para que a gente possa elaborar para que o analisante Elabore junto com o analista essa posição primeiro o analisante não sabe disso é inconsciente lembra inconsciente pucional infantil basal se identificações primeiras e primárias mas ele vai transferir para relação com o analista como em qualquer relação por exemplo Como eu disse né com o amor com o chefe com o parceiro o par do trabalho sempre a posição vai ser essa eu quero que você me ame eu quero que você diga o quanto eu vale eu quero que você diga o quanto eu sou especial e eu fico muito feliz com isso e muito infeliz quando eu não recebo esse retorno e o do analista a mesma coisa então o analista é aquele que sabe disso sem nem necessariamente obedecer e falar como você é incrível como você é maravilhosa como né E como eu vou te cuidar e você é linda tá E nem ficar bravo quando o outro pede isso ai como ela me irrita ela tá sendo é uma mimada ou é frágil é muito vulnerável é né nem se irritar ou ter uma rivalidade com aquela pessoa ou né Por que que você faz a sua análise pessoal por que que esse tripé é fundamental porque esse é o momento de você não se misturar com as queixas com as demandas com essas identificações primárias dessa posição subjetiva do outro então é essa que é a arte do manejo por isso que é necessário você ter atravessado e ter o melhor possível elaborar dos seus núcleos inconscientes para poder ter a criatividade de criar os manejos mais interessantes para aquele outro que tá ali nesta relação hoje a gente viu essas bases do atendimento da prática Clínica e do manejo a nossa próxima conversa vai ser sobre então o manejo propriamente dito tendo todas essas premissas colocadas aqui na nossa roda e depois o nosso terceiro encontro a gente vai falar um pouco da autoria como é que a gente vai tendo a gente autor do nosso próprio estilo do nosso manejo como a gente vai ganhando confiança para chegar nesse lugar Te espero então até a próxima

O manejo clínico na prática

Olá sejam muito bem-vindos bem-vindos bem-vindas à nossa segunda aula da semana do manejo Clínico, minicurso de três aulas em que eu vou compartilhar, estou compartilhando com vocês um pouco da minha experiência, ajudando você aprimorar técnicas identificar questões aplicar com autonomia o manejo Clínico. Se você estuda psicanálise e já atua na clínica já tem muitos anos de prática provavelmente já se deparou com casos muito específicos nas sessões, quando eu tava começando os atendimentos esses casos me deixavam insegura e com muitas questões. Acredito que muitos de vocês também se sentem assim, manejar é Um Desafio constante e por isso foi debatido por grandes nomes da história da Clínica e nesse momento surgem muitas dúvidas como direcionar o tratamento, como realizar uma boa escuta e interpretação, como atender casos específicos como crianças, adolescentes, casais, famílias.

Na primeira aula iniciamos esse debate sobre o tema e introduzimos o assunto técnica metodologia, transferência, escuta, manejo, afeto, sujeito, objeto, para um bom manejo Clínico. Se você não assistiu aula tá disponível aqui, no nosso primeiro encontro a gente falou sobre os conceitos de clínica de prática de teoria a importância do conhecimento técnico, o estudo contínuo, o desenvolvimento da metodologia de atendimento, o tripé da formação e sobretudo um afeto para realização do manejo Clínico.

Agora a gente vai avançar na nossa conversa ao final dessa aula eu quero compartilhar com você uma novidade vamos lá vamos voltar então para esse conceito né de manejo a gente já trelou com dois outros conceitos muito importantes no nosso primeira aula né, ou talvez quatro conceitos fundamentais, como receber aquilo que você vai manejar? Então primeira primeira coisa é que tem uma escuta, conceito chave, outra coisa é que o que se escuta é para além daquilo que se fala, então é isso que a gente vai trabalhar hoje de uma maneira bem didática porque é outro conceito chave: inconsciente. E aí como se atualiza via transferência? foi isso que a gente colocou Vamos retomar esse campo com esses Pilares que a gente tá desenhando aqui. então eu vou partir de uma frase interessante uma tradição francesa lacaniana que é a seguinte: tem algo além do que se fala que é o que se diz naquilo que se escuta e mesmo assim você já está além do que você mesmo escutou. Olha só que complexo, lembra que tem teorias de comunicação e de mensagem e que pensavam emissor receptor mensagem e que tem ruído, tem perda, Sem dúvida é disso que a gente está falando também, mas o que que a gente tá dizendo? nessas duas pontas vamos dizer que a gente tá trabalhando neste nosso curso a relação né sempre o que tá em jogo é como eu relaciono uma subjetividade com outra ou uma com outras numa rede, aquilo que eu digo, aquilo que está vindo pela cadeia significante na fala é atravessado por ideias afetos, lembranças, traumas, que eu não sei que sou inconscientes para mim mesmo, sujeito enunciante do enunciado.

Por isso que a análise funciona simplesmente por causa disso porque tem algo que a gente entrega sem saber, tem algo que a gente dá sem ter domínio, sem ter consciência mesmo pretendendo esconder alguma coisa do analista, esconder alguma coisa da mulher, do filho, do marido, do amigo, do governante, do presidente, a gente se desvela e você vai atravessando né como como diz na cadeia significante corre sob a barra o sujeito e seu inconsciente é assim que pulsa, pulsa o sujeito, a subjetividade, o inconsciente, as lembranças, os traumas, os insights e mesmo uma criação é aqui né sobre a barra da cadeia de palavras, de sentidos, de lembranças e isso também são as formações do inconsciente, os sonhos, os lapsos, os atos falhos, humor, o witz, os sintomas que que é o sintoma é isso que pulso aquilo que fez um pop-up explodiu veio à tona

Então essa é a base meta psicológica isso é premissa epistemologica inclusive do enquadre analítico. Isso Ponto um é uma leitura que a episteme a partir do fim do 19 para o 20 descobriu que somos isso pessoas que se revelam a despeito de si mesmas. Que que é um enquadre clínico o que que é o setting analítico propriamente dito é quando você põe um sujeito qualquer uma dupla um trio uma parceria um coletivo uma instituição numa cena específica, nesse enquadre como a gente chama, onde tem alguém que é treinado, que é técnico, que tem conhecimento para fazer essa escuta daquilo que se revela, daquilo que se desvela, é isso simplesmente isso que é a cena analítica, que é o vamos dizer o frame né o ponto onde a gente desenha um campo a partir do qual trabalhar.

Então o que que a gente tá focando nessa nossa semana e o que que a gente ainda vai mergulhar hoje e no nosso no nosso terceiro encontro como é que eu vou sabendo disso estando advertido dessa premissa, trabalhar em mim mesmo as condições para receber aquilo que vem com dois pontos: sem julgar, sem apreciar ou desapreciar, dizer certo, errado, vai para lá vai, para cá e sem me misturar, sem me identificar, sem me confundir com o outro, porque essas essas dois inícios são fundamentais para o nosso trabalho? porque de alguma maneira onde a gente erra? onde a gente dá uma escorregada? quando a gente cai nessa dupla armadilha que é se confundir com o outro, se misturar, se identificar, ele tá chegando numa posição de muita coragem, de muita determinação, é um herói ou é o máximo, Nossa que incrível eu adoro esse paciente, é o meu melhor analisante ou eu era assim também como ele porque meu pai também era assim, o meu pai era incrível, depois me abandonou ou então a gente se mistura com o outro. E ou parte quase num processo similar a gente se separa do outro e julga, crítica, ajuíza, a gente é se separa do outro porque Nossa que que ele tá me falando? o que é isso? quem é esse outro não quero saber ou não posso não gosto, não que que eu tô falando aqui? Vocês estão entendendo psiquicamente, a gente tá dizendo de mecanismos inconscientes do próprio analista do próprio sujeito que está em posição de conduzir grupos de gerenciar reuniões, de ter Enfim uma DR, uma conversa, aquele que tá aqui que deveria escutar com uma certa isenção, uma certa abertura este, esta subjetividade Ele tá em volto em mecanismos inconscientes projetivos, introjetivos, o que ele o que vem do outro que deveria ser uma leitura né o mais neutra possível, mais isenta possível mais complexa possível desta alteridade de quem é aquele que você tá escutando E como ele vai ao falar se conhecer mais né e a relação analítica vai poder receber esses conteúdos e esses afetos. Em vez de acontecer isso eu imediatamente me colo me colo no outro ou receba esses conteúdos como se fossem ou meus ou para mim.

é essa pulsação do outro ela é sempre do outro ela é sempre do outro e o que é relevante no enquadre é que ele venha a ter consciência dele mesmo e daquilo que ele está colocando para fora e ou colocando em você, colocando no analista, colocando no pai, colocando na mãe, no filho, no parceiro, no chefe, no funcionário, porque a gente faz isso né esse inconsciente não é assim uma coisa tão bela e bonita e cheirosa e criativa interessante, também tem armadilhas também confunde, faz a gente, a gente ataca a gente recua a gente se ilude a gente se apaixona, a gente mistifica o outro, mitifica, a gente ataca, a gente odeia, a gente se irrita com o analisante o outro né esse esse que tá em questão aqui como né o sujeito que tá se investigando, ele fazer tudo isso: Ótimo ótimo.

O enquadre analítico é como se fosse um lugar confortável um pequeno Oásis que você cria para o outro você propõe para o outro para que ele possa ser o que ele é, e ele não precisa ficar na hipocrisia social, ele não precisa ficar nas manipulações políticas, nos jogos de estratégia de relacionamento com o outro, não ali é justamente um campo livre, por isso que é muito importante o pagamento, o valor, que a gente vai discutir também porque? Porque aqui ele vai ser o que ele é e vai ser até o que ele nem sabe que ele é isso se surpreender com o quanto ele odeia, o quanto ele ama, o quanto ele se ilude, o quanto ele luta que que ele precisa? que o analista, que o médico, que enfim que ele tenha a garantia que esse eixo aqui não vai nem julgar nem contra-atacar, se eu analisante precisa atacar ele não precisa ser atacado, se ele vai odiar, ele não precisa ser odiado, se ele vai amar ele não precisa ser amado. Esse lugar aqui então é muito difícil é muito difícil você é extrair extrair todos os elementos do outro que vão fazer a tentação de querer bater na sua portinha e entrar na sua casa, entrar na sua fortaleza, então sejamos Francos aqui por que que é difícil o trabalho clínico e o trabalho analítico e psicoanalítico Ou sócio analítico? porque a gente é uma máquina identificatória, a gente é uma máquina de receber as transferências inconscientes de todos os outros que nos cercam. E aí a gente erra, quais são equívocos e vamos trabalhar aqui da maneira mais livre solta e bem intencionada possível, né até para a gente ter mais ferramentas. Mas falando francamente vamos dizer assim quais são alguns grandes equívocos que a gente pode cometer justamente porque o território é perigoso, o trabalho Clínico ele é vamos dizer um trabalho quase… ele tem seus riscos né porque você tá no vivendo uma intimidade de uma relação humana e talvez uma das mais íntimas e mais profundas e eventualmente com aspectos regressivos da psique.

Como é que a gente então evita essa regressão? eu acho que esse é um dos grandes riscos. o outro que se apresenta que chega até mim que necessariamente vai me colocar muitas coisas e vai transferir muitas coisas, como eu não regrido? Que que seria essa regressão você falar olha nossa eu tô desamparado ou atender esta pessoa me cansa muito, minha Angustia muito, me deixa Inativo, Nossa me deixa paralisado parece que eu tô há horas aqui ou Por que? que tá que que pulsa aqui Provavelmente você tá recebendo esses conteúdos do outro e tá se deixando aprisionar em algum lugar muito infantilizado, muito regredido, muito vulnerável tá tocando em aspectos seus que não foram suficientemente trabalhados na sua própria análise, que não foram dialogados na supervisão, na prática Clínico teórica, né numa vamos dizer assim num lugar para discutir textos técnicos como os textos sobre transferência, sobre entrevistas preliminares, sobre os sintomas diagnósticos e manejos e alguma coisa que ainda precisa ser construído. Sabe como popularmente a gente diz ah essa pessoa Me drena energia ou Nossa aqui tá me exaure ou Nossa é o santo ou como é que é o santo que bateu que não bateu que né tudo isso É exatamente esse momento. Você tá sendo capturado por projeções inconscientes do outro que o outro faz parte do jogo isso. E aí a história é como é que eu vou me analitizar? para deixar aqui com a pessoa que diz a pessoa que fala é por exemplo vou dar um segundo aspecto dessa armadilha onde a gente entra ou abaixa energia ou tá difícil eu me sinto atacado, ele diz que eu não sirvo para nada, que esse atendimento não tá adiantando nada, que não resolve, que ele tá piorando, que tá péssimo, sou um péssimo analista, eu sou um péssimo chefe, eu sou uma mulher incompetente, Porque ele disse que precisou me trair, porque eu Sou péssima, não sou erotizada, enfim todos esses casos são essas projeções né.

Colocação desses conteúdos do outro sobre a psique daquele que escuta, aquele que maneja, é universal a relação transferencial entre todos. Os inconscientes se transferem conteúdos e às vezes transfere apaixonamentos. Diz nossa você é incrível e na verdade agora que eu venho aqui, eu tô muito melhor, eu tô ótimo, eu tô ótima, nunca me senti assim e eu tenho certeza que nós temos tudo a ver que a gente forma um par perfeito, a gente tem tudo em comum e você vai me ajudar na vida, você vai me salvar, eu já entendi que você é um príncipe Salvador, a gente já projeta um arquétipo desse estilo e a gente diz olha que maravilha. Então que que a gente tá fazendo Dá para perceber que é a mesma coisa só que com sinais invertidos porque qual a estratégia? isso é muito comum esses dois esses exemplos que eu tô trazendo aqui são muito frequentes na clínica São muito frequentes na vida. E qual é o problema é você acreditar tanto em um quanto em outro. porque o que que o Freud já tinha descoberto e o Lacan e Klein e winnicott e Tal, às vezes essa transferência apaixonada por exemplo que a gente estava trabalhando agora ela é uma estratégia de resistência, ela pode ser uma forma de eu dizer, Nossa então tô muito apaixonado por você e portanto eu acho que a gente tem que interromper essa análise, que a gente tem que tomar um café almoçar que né eu vou sair aqui do Divã, eu vou deitar vou sentar aí na sua poltrona, Ou seja, que que a gente tá falando a gente tá dizendo que a gente tem resistência à análise e que a gente vai criar estratégias de interrupção E aí qual é a posição analítica precisa é a gente interromper esse processo, não caindo nele.

Então lembra aquela frase famosa do Lacan se a resistência a resistência do analista é disso que se trata é a resistência do analista no sentido em que o fluxo é livre, é o próprio nome do pacto Associação Livre e que que é o analista? é aquele que deixa vir que recebe sem se deixar capturar, ou seja, lembra que a gente tem duas duas grandes ferramentas para que aconteça o enquadre técnico desta grande relação humana que se transfere, que tem essa escuta que o inconsciente circula e tudo mais como a gente falou no começo da aula de hoje. Quais são essas duas grandes diretivas para gente? um é associação Livre que é o método proposto pelo Freud venha né, Fale tudo o que lhe vier a cabeça, sem censura, sem julgamento, sem sem bloqueio, sem vergonha, sem sem nada manda bala e põe por isso que o analisante ou uma pessoa amar odiar, espernear, bater, bater imaginariamente não não real Ok ótimo faz parte do jogo para a gente acessar conteúdos profundos, primários, inconscientes puncionais e regredidos ótimo agora. Qual é o lado que tá aqui do analista? atenção flutuante essa eu gosto muito dessa expressão do Freud né, porque você tá atento, a sua atenção flutua e você tá atento a tudo, sem necessariamente, se deixar seduzir pelas narrativas conscientes pelas grandes epopeias, pelas pelas né pelas frases de efeito e às vezes o diabo está nos detalhes, essa expressão é ótima né, É naquele pequeno equívoco é naquele pequeno lápis Ah não isso daí não importa é aí que a gente vai escutar esse inconsciente que tá tentando vir mas a resistência, esse ajuizamento, os mecanismos de recalque, de defesa, tão atuando então o que que seria interessante? uma atenção flutuante mais tranquila possível e com alguma agilidade na captura dessa colheita porque o analista ele tá recebendo tudo, o joio e o trigo e quem disse que o joio é o joio e trigo é o trigo. Então a gente vai sempre conceito parece uma outra armadilha Vamos pegar uma armadilha que é uma estratégia de manejo muito comum por exemplo no enquadre família, quando a gente recebe família né a gente depois vai falar um pouco mais disso, mas atender criança implica né psicanálise com criança, implica que a psicanálise com o núcleo familiar no qual essa criança vive ou quando você atende família e vem todos ou atende casal, então quando você escuta uma criança você pode saber que ela vem como Porta Voz Dos sintomas familiar. Ela é Aquela que tá podendo expressar algum sofrimento uma dor, que tá meio calada aqui, que tá segura aqui, então o que que você tem você tem que ampliar sua escuta e saber se essa criança tá com problema na escola seja problema comportamental né como se diz hoje problema, seja cognitivo de aprendizagem né atitudinal Se ela não tá conseguindo aprender ou se ela não tá conseguindo se relacionar com os amigos, com os colegas, com os professores, se ela precisa causar, bater, agredir, fazer escândalo, fica passiva, não se conectar, ficar apática, ficar à parte né porque que ela tá precisando dizer isso e atuar esse sintoma no coletivo institucional escolar. Qual é a questão ela faz isso na família também ela faz isso né, ou por outro lado ela tá ótima, tem amigos brinca corre dorme desce sobe e não aprende uma linha, bloqueia, não raciocínio, a lógica, prazer de aprender o impulso epistemofílico a né alegria de poder entender Nossa como é que é o circuito da água, o que é um país, qual o mapa, como é que a lua os astros O que é Marte Ah tá entendi o que é Elon musky junto né você vai conectando pontos interligação, interligar é o próprio da Inteligência. Por que aqui essas punções estão coibidas? Por que que a pulsão o impulso de conectar de aprender Da Lógica tá barrado? ou impulso de circular libido, conversar com pessoas, ter amigos, ter parcerias e brincadeiras tá coibido? então é essa né que a escuta dos sintomas.

Então o que que é o manejo é você poder receber a transferência e ter uma escuta desse sintoma para fazer uma interrogação, por exemplo, o que tá em jogo aqui é que a criança, fazer uma hipótese, Mas essa é a criança que não tá podendo aprender na escola e que também não tá podendo muito se relacionar ela é a quarta filha caçula de uma mãe que é mãe e que dedicou todas as sua vida para família e os filhos e que de alguma forma a sua fantasia inconsciente que é ser mulher só é possível na maternidade e que a mãe dela não foi uma boa mãe e enfim tinha a sua libido em outros lugares e ela disse eu vou ser uma grande mãe eu vou ser a mãe exemplar da Família Perfeita, eu vou cuidar das fitas, das plantas, os pratos a mesa decoração, a roupa, ou banho e isso é minha vida e de repente você vê que você já teve quatro filhos e que aquela última menininha na qual você inconscientemente se projeta, você mãe, ela está crescendo, está se alfabetizando, está tendo autonomia e isso é muito difícil para você então você vai fazer uma Cola com ela de alguma forma vocês vão fazer uma célula narcísica inconsciente numa identificação Onde tem um pacto de uma fantasia não revelada não dita, Vamos ficar nós duas aqui bem coladinhas e vamos deixar a vida passar, Vamos deixar a vida passar e vamos fazer um amor perfeito aqui.

Quando a análise começa a escutar essa criança que já começa a ter problemas reais na escola ela vai craquelando essa célula narcisica, ela vai quebrando isso E aí o que que acontece Pânico Pânico nessa mãe Pânico nessa criança, porque eu me via existindo e tava equilibrada assim neste par perfeito, nesta aliança inconsciente mãe filha bebê. Como não cair nas armadilhas do próprio Progresso do atendimento, da própria evolução Clínica, dessa travessia através dos nossos sintomas?

É isso que a gente vai continuar a discutir aqui e a gente vai fazer isso no nosso terceiro e último encontro e também a gente tem uma novidade então para vocês como eu anunciei no início que muita gente então tá perguntando Olha é muito interessante mas é muito curto é muito breve e a gente quer muito seguir nesse caminho então sim a gente vai ampliar e vai lançar um curso maior que vai justamente abordar a prática Clínica como Maria homem então aguardem para a gente desenhar eu acho que no nosso próximo e último encontro a gente já vai conseguir ter esse programa mais articulado dividido em módulos e vários blocos que a gente vai desenvolver mais em detalhes isso tudo que a gente tá começando a trabalhar aqui tá bom então não esquece de colocar aqui na nossa roda por todos os nossos canais tópicos temáticos dúvidas questões propostas para gente amarrar e a alinhavar da melhor forma possível para a gente poder evoluir né então nessa próxima nesse nosso terceiro encontro a gente vai continuar aprofundando mais experiências clínicas e ajudar você a desenvolver cada vez mais um estilo autoral do seu próprio manejo para a gente seguir nosso trabalho um leão por dia até lá

Desenvolvendo o seu próprio manejo

Olá seja muito bem-vinda e muito bem-vindo a nossa última aula da semana do manejo Clínico uma série de aulas em que eu compartilho com vocês os fundamentos e dicas para prática Clínica no nosso dia a dia nas nossas duas primeiras aulas você aprendeu sobre os principais desafios do manejo Clínico agora você já consegue distinguir os diferentes tipos de manejo além da aplicação prática.

Agora chegou a hora de encerrar nossas semana em grande estilo desenvolvendo o seu próprio jeito, você se apropriar da sua forma de aplicar tudo que foi dito aqui na sua própria realidade Clínica se você perdeu alguma aula anterior ou quiser rever os nossos encontros Não se preocupe as aulas e estarão disponíveis aqui no canal Maria homem. Ao final do encontro eu vou apresentar os detalhes do meu novo curso prático Clínica com Maria homem Ah e você que participou da nossa semana do manejo Clínico tem condições especiais.

Vamos para aula tudo trabalho ele tem em alguma medida uma criação, qualquer trabalho é criativo, qualquer trabalho você pode imaginar que é um ascensorista no elevador uma coisa que aliás eu não via a tempos e nem imaginava mais que existisse Porque os prédios mais modernos você digita antes de entrar no elevador para onde você vai e Enfim vocês sabem, tem toda uma outra discussão sobre as tarefas, as funções, os cargos e a relação da tecnologia com o trabalho, mas eu me lembro muito bem, fazer aqui um pequeno parênteses assim de testemunho, que eu estudei numa escola em São Paulo na Avenida Paulista, um prédio, tinha um prédio também e tinha uma ascensoria tinha elevadores, vários andares para muitas aulas uma grande colégio e Tinha alguns ascensoristas e tinha um em particular, vocês veem tantos anos depois que eu tô me lembrando que ele tinha um jeito, um estilo peculiar de receber os alunos, de fazer uma graça, de bater um papo, ele e não era uma nota não eram sempre as mesmas piadinhas, não era uma, como se ele tivesse aquele sujeito naquele lugar de estar passando muitos anos da sua vida num volume né, o espaço público muito restrito ele aprendeu parte de interagir com essas pessoas que entravam e saiam o território dele. Então ele tá aqui nessa cadeira e ele vai puxando assunto querendo saber interrogando atuando fazendo uma chamada, dando uma pequena bronca, colocando o seu limite, ouvindo confidências e isso acho que me ensinou bastante coisa que hoje a ponto de tá aqui agora né então hoje, eu linco isso com a construção de si Então quem é você no mundo isso é uma primeira pergunta e quem é você no seu ambiente de trabalho? ou em todas as suas relações Afinal Essa é um pouco a pergunta aqui e vocês viram que a pergunta chave de um processo terapêutico, Qualquer que seja ele, a relação médico paciente, ou professor aluno, ou pastor e ovelha ou padre e o confessionário ou diretora atriz enfim o que pintor modelo o que você quiser sempre é qualquer relação ela vai deixar vir a tona o melhor da pessoa, não é isso? é um desabrochar é esse como a gente viu desde o primeiro encontro esse inconsciente que pulsa que aflora que se descobre e nesse processo ele vai de preferência, melhor cenário, ele vai sabendo lidar com as suas próprias angústias, nós, sintomas, bobagens, onde é que a gente tá muito regredido para usar um termo que a gente viu muito colado no outro, muito projetado, ou você introjetou coisas em excesso do Você está muito esvaziado você precisa pegar a alegria de viver que tá no outro, Você cola na dele por isso ou a potência que você supõe que tá nele ou a inteligência.

Então ou você puxa né chupa introjeta ou você expulsa de Você projeta coisas das quais você não gosta em você né, então ele é enfim, ele é caos, ele é enfim ele é atraso retrocesso burro Então esse vir a tona do que é você mesmo do inconsciente, atravessando tudo isso fazendo o percurso analítico, Um percurso de subjetivação que tá desde as mais remotas épocas em todas as narrativas heroicas e a paideia né o percurso de Formação a paideia para os gregos ou diferentes das fezes formas mais orientais ocidentais de meditação, de filosofias da ascéticas, práticas de ascese, você se burilar então tem um tem um trabalho de um burilamento e nesse trabalho onde a gente tá a gente chega numa criação do seu próprio estilo numa criação de si mesmo daquilo que é natural em você naquilo que você pode ser como você se exerce, como esse senhor no elevador de uma grande escola, como um grande líder um estatista, um Churchill todo mundo viu the crown E era uma figura claro que muito imitada né teve um pequeno clone que buscou agora mesmo no né UK, na Inglaterra ou outros outras figuras como é que você vai criar ou se deixar ser aquilo que você é e essa criação de si.

É isso é a constituição subjetiva é esse esse é o x da questão aqui, é o processo de que se trata na análise e é onde o analisante vai chegar e onde o analista também vai chegar e vai burilar o seu próprio jeito de ser o outro de entrar em relação com o outro, de ficar à vontade aqui na sua poltrona, na sua cadeira né, descobrindo o prazer dessa escuta, da interpretação, das marcações do manejo e a vontade nisso.

No Encontro de hoje então a gente tá abordando as seguintes questões que são importantes como ter mais autonomia e segurança no meu próprio manejo Clínico, como desenvolver o próprio estilo de escuta e de análise como aplicar de forma profundada os conceitos que a gente abordou até aqui para ajudar você a se aprofundar ainda mais nos temos que a gente conversou nessa semana a gente criou o curso prática Clínica como Maria homem o manejo Clínico independente gente da abordagem é uma técnica que envolve conhecimento teórico metodologia afeto e esse estilo esses Pilares influenciam profundamente a atuação profissional durante as sessões e ao longo do tratamento.

O Freud apontou algumas formas de desenvolver o manejo Clínico por meio de hipóteses diagnósticas dos sintomas do que que eles podem dizer como linguagem, de conceitos, de conceito de técnica especialmente de transferência, por outro lado Lacan apontou também um profissional que não deve ocupar o lugar de sujeito e sim o de ser analista, desejo do analista, fez o discurso do Desejo do analista. O manejo Clínico acontece desde o primeiro contato com o paciente até um pouquinho antes como a gente já viu, dessa forma o comportamento do profissional, a posição subjetiva do Analista, também do analisante direciona o formato das sessões, por conta disso é natural que aparece algumas dúvidas do tipo como iniciar e finalizar uma sessão? Como determinar o ritmo e o tempo de análise? como conduzir cada analisante de acordo com as suas necessidades e suas potencialidades? como fazer a direção do tratamento como diria Lacan? como desenvolver uma boa escuta e interpretação?

Com base nessas perguntas que vocês enviaram e que são muito frequentes aqui também a gente desenvolveu o curso prática Clínica com Maria homem nesse curso eu vou compartilhar com vocês uma metodologia que eu fui desenvolvendo ao longo de décadas de atendimento clínico de consultório de supervisão de análise de grupos de indivíduos, de escuta de instituições nossa caminhada para prática Clínica Ela conta com aulas sendo três delas de encontro ao vivo Live aqui comigo para a gente aprofundar os conceitos e tirar várias dúvidas das questões que vão surgindo, nosso estudo vai ser dividido em sete módulos ,O primeiro é o módulo introdutório vai ter umas boas-vindas e uma explicação do nosso funcionamento e sobretudo vai focar na ideia de que o encontro terapêutico é um encontro humano, ou seja, eu tô usando essa palavra que se dá nesse encontro da técnica ao amor de transferência. Módulo 2 vai abordar psicanálise eo setting analítico o enquadre desmistificando manejo Clínico inconsciente desejo e demanda enquadre valor a relação presencial online, o manejo Clínico de acordo com cada teoria, Freud, Lacan, Ferenczi, Yung, Klein, Winnicott.

Aqui para quem tá chegando agora ou para quem tem interesse a gente fez um outro curso que foi Freud Lacan psicanálise com esses dois grandes Pilares conceituais. Então a gente tem esse curso também fica aqui a dica para você retomar esses conceitos e detalhar um pouquinho mais esse aporte teórico que tá embasando agora o nosso curso que tá mais voltado para prática a formação teórica prática Clínica Análise pessoal a supervisão e um certo estilo autoral a gente também vai falar sobre direção do tratamento a escuta a interpretação a transferência a resistência e o desejo do psicanalista que que é sintoma? Associação livre a escuta Como a posição subjetiva do analisante. é isso que a gente escuta o divã e o tempo lógico e as várias facetas do técnica e a sua intervenção.

no módulo 4 a gente vai ver a entrada em análise as primeiras entrevistas e a entrada no percurso vai abordar os cinco erros que você deve evitar no início do tratamento que são as entrevistas preliminares, o que que é propriamente uma entrada em análise? a diferença entre fala e dizer, o como diagnosticar e hipóteses clínicas estruturais psicanálise e os medicamentos quando é tempo de fazer uma indicação para outros profissionais da Saúde os grandes grupos de estruturas neuroses psicoses perversões borderline E falando nisso a gente também fez um curso sobre transtornos mentais e aquilo que o dsm considera desordens em inglês ou transtorno em português essas formas de se colocar escutando os sintomas e dizendo a neurose obsessiva, histeria, droga adicção, transtornos alimentares, toque, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de ansiedade, então a gente também já trabalhou isso aqui que de alguma maneira a gente está trazendo nesse curso né não tem como não falar disso também das clínicas para discutir o manejo para saber então como como operar a partir disso.

No módulo 5 a gente vai abordar o manejo Clínico na prática casos clínicos introdução a esse manejo se perguntando quem é o analisante e os diferentes tipos de clínica por exemplo Clínica individual Quais são as especificidades dessa Clínica, clínica de grupo, o atendimento de crianças, o atendimento de adolescentes, a relação com a família como a gente falou um pouquinho, o atendimento de casais, de parcerias, de famílias quando vem né várias gerações o atendimento de parceiros de trabalho, de sócios, de relacionamentos profissionais. Então as especificidades de manejo dentro de cada um desses enquadres.

E aí o módulo 6 a gente vai pensar numa finalização finalizando a sessão O que é o corte como é que a gente interrompe naquele momento como é que como que a gente vai no ritmo para encadear o ritmo como é que a gente inicia, desenvolve uma sessão e conclui essa sessão né a gente vai analisar esse time do arco lógico e poético de um encontro humano que é essa sessão de terapia.

E aí a gente vai fechar com o nosso módulo 7 de conclusão e vai fechar não só o nosso curso mas vai fazer uma pergunta sobre Afinal o que é o fim da análise e a gente vai também fazer uma retomada de tudo que a gente abordou no nosso curso e deixar no último dia uma live de fechamento, também dicas para então a gente fica sempre em formação, livros, podcasts, Filmes, séries, autores, como é que a gente vai continuar o nosso próprio processo é a nossa própria trajetória sempre com olhar analítico.

Em resumo Além de iniciar esse caminho de aprendizado comigo, aqui você também vai ter acesso a um passo a passo para desenvolver sua metodologia Clínica sua mesmo própria todos os módulos vão contar com diversas referências bibliográficas, teóricas e também de casos para auxiliar você a aprofundar ainda mais os seus estudos e o seu olhar nessa relação. Tem muitas perguntas aqui por Maria quanto preciso investir para realizar o curso? o valor e as condições de pagamento vão estar na página de inscrição com todas as informações bem detalhadas com o telefone, whatsapp, canais para você tirar suas dúvidas as inscrições para o curso prática Clínica com Maria homem abrem na segunda-feira e os alunos que se inscreverem até quarta-feira tem um desconto exclusivo de 300r$, esse desconto vai ser aplicado diretamente no momento da compra tá bom se você se inscrever no link disponível aqui nesse vídeo vai receber o link para compra no WhatsApp Assim que as inscrições forem abertas e as formas de pagamento Maria? bem essa é uma dúvida recorrente você pode utilizando enfim hoje em dia pix, cartão de crédito, boleto enfim e o curso tem também como sempre a garantia de sete dias que você pode fazer o que você quiser. Talvez você esteja se perguntando Maria esse curso é para mim e a resposta é sim o curso prático Clínica com Maria homem é para qualquer pessoa que deseja se aprofundar no desenvolvimento do manejo com outro ser humano em uma relação no manejo Clínico dos fundamentos da prática para aperfeiçoar os seus atendimentos e os seus relacionamentos.

Caso você tenha qualquer outra dúvida acesse o link que tá aqui nesse vídeo na sessão de comentários e sempre pode entrar em contato com a nossa equipe pelo suporte do WhatsApp e pelos canais que você vê e já conhece por aqui e um último recado importante para quem já é meu aluno Fique atento a sua caixa de e-mail que a gente vai ter uma surpresa por lá para você tá bom. Bem encerramos por aqui a nossa semana do manejo Clínico foi um enorme prazer dividir com você um pouco da minha experiência Clínica, espero ter contribuído para sua formação e para atualização dos conteúdos Agora você tem a oportunidade de aprofundar ainda mais os temas abordados aqui nas nossas aulas e iniciar comigo o curso prática Clínica eu espero poder te encontrar lá para a gente dar continuidade que a gente começou a abordar da profundidade da psique um grande abraço e até breve